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Saúde e Bem-Estar

Campo Grande é a capital que melhor dorme no Brasil, mostra pesquisa

Levantamento mostra que 14,8% dos adultos dormem menos de 6 horas

Por Kamila Alcântara | 28/01/2026 17:38
Campo Grande é a capital que melhor dorme no Brasil, mostra pesquisa
Afonso Pena durante o período noturno (Foto: Gabriel Marchesi)

Em tempos que dormir mal virou regra, Campo Grande é exceção. Dados do Vigitel (Sistema de Vigilância de Fatores de Risco ou Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), levantamento oficial do Ministério da Saúde, mostram que a cidade tem a maior proporção de adultos com sono superior a 6 horas por noite, entre todas as capitais brasileiras.

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Campo Grande é a capital brasileira com melhor padrão de sono, segundo dados do Vigitel, sistema de monitoramento do Ministério da Saúde. Apenas 14,8% dos moradores dormem menos de 6 horas por noite, índice bem abaixo da média nacional de 20,2%. O levantamento revela que Maceió lidera o ranking negativo, com 24,8% da população adulta dormindo menos que o recomendado. Em Campo Grande, assim como no resto do país, as mulheres dormem menos que os homens: 16,3% delas relatam sono curto, contra 13,1% dos homens.

Conforme divulgado nesta quarta-feira (28), apenas 14,8% dos moradores de Campo Grande relataram sono curto, índice bem abaixo da média nacional, que chega a 20,2%, ou seja, um em cada cinco adultos nas capitais do país dorme menos do que o recomendado.

No topo da lista das capitais que menos dormem está Maceió (AL), onde 24,8% da população adulta passa noites com menos de seis horas de sono. Outras capitais populosas, como São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Manaus (AM), também apresentam índices acima dos 20%. Campo Grande ficou isolada na parte de baixo do ranking.

Mesmo liderando o ranking positivo, Campo Grande repete um padrão nacional: mulheres dormem menos do que homens. Na Capital, 16,3% das mulheres relataram sono curto, contra 13,1% dos homens. Ainda assim, ambos os percentuais estão entre os mais baixos do Brasil

Nacional - O Vigitel mostra que dormir pouco deixou de ser exceção no país. Além da curta duração do sono, 31,7% dos adultos das capitais brasileiras relatam sintomas de insônia, problema mais frequente entre mulheres, idosos e pessoas com menor escolaridade.

O próprio Ministério da Saúde alerta que a privação de sono está diretamente associada ao aumento do risco de obesidade, diabetes, hipertensão e problemas de saúde mental, motivo pelo qual o tema passou a integrar oficialmente o monitoramento do Vigitel a partir de 2024.

Apesar de Campo Grande estar acima da média, o ideal são mais horas de sono. Para a maioria dos adultos, o tempo ideal de sono varia entre 7 a 9 horas por noite para garantir funções cognitivas, memória e saúde física. No entanto, a necessidade pode ser individual, com algumas pessoas sentindo-se descansadas com menos de 6 horas

Ao dormir, o cérebro organiza memórias, consolida aprendizado e regula emoções. É por isso que quem dorme mal tem mais dificuldade de concentração, maior irritabilidade e risco aumentado de ansiedade e depressão.

No corpo, o sono regula hormônios essenciais. Dormir menos aumenta cortisol, desregula insulina e bagunça os hormônios da fome, o que eleva o risco de obesidade e diabetes. Também prejudica o controle da pressão arterial e sobrecarrega o coração.

O sistema imunológico depende do sono para funcionar direito. Noites curtas reduzem a capacidade de resposta do organismo a infecções e inflamações. Quem dorme mal adoece mais e se recupera pior. Simples assim.

Há ainda o impacto silencioso no longo prazo: privação crônica de sono está associada a doenças cardiovasculares, declínio cognitivo e piora da saúde mental.

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