MS atinge o maior número de mortes por chikungunya em quase 11 anos
Ano passado já havia registrado quantidade recorde, superada nesta primeira metade de 2026

A quantidade de mortes ligadas à chikungunya em Mato Grosso do Sul chegou a 21, segundo dados do último boletim divulgado pela SES (Secretaria Estadual de Saúde) ontem (29). O número é o maior registrado no monitoramento que começou em 2015 no Estado.
RESUMO
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Mato Grosso do Sul registrou 21 mortes por chikungunya em 2026, o maior número desde o início do monitoramento em 2015. Dourados concentra 14 dos óbitos, com impacto severo entre indígenas. Os casos confirmados chegaram a 6.360, também recorde. A doença, transmitida pelo Aedes aegypti, afeta especialmente idosos, gestantes e pessoas com comorbidades. Uma vacina está sendo aplicada nos municípios mais afetados.
O ano passado já havia batido o recorde, com 17 óbitos. A marca foi superada antes mesmo de 2026 chegar à metade.
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De acordo com o boletim estadual, as últimas três mortes ocorreram em Guia Lopes da Laguna (mulher de 53 anos com diabetes), Dourados (mulher de 82 anos com diabetes e hipertensão arterial) e Itaporã (mulher de 50 anos com doença autoimune).

O município de Dourados lidera o número de confirmações e concentra 14 das 21 mortes deste ano. O maior drama é entre a população indígena. As aldeias enfrentam epidemia da doença, inclusive recebendo apoio federal para prevenção, atendimento e tratamento de pacientes infectados.
O número total de casos confirmados até 23 de maio deste ano era de 6.360, também um recorde em Mato Grosso do Sul. Havia mais dois óbitos em investigação antes do fechamento do boletim.
A doença - De acordo com o Ministério da Saúde, o vírus chikungunya foi introduzido no continente americano em 2013 e gerou uma importante epidemia em diversos países da América Central e ilhas do Caribe. No segundo semestre de 2014, o Brasil confirmou em laboratório a presença da doença nos estados do Amapá e Bahia. Existem casos em todo o Brasil atualmente, com mais ênfase no Centro-Oeste, Nordeste e no litoral de São Paulo e Rio de Janeiro.
Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti no País, a chikungunya costuma causar febre e dores intensas nas articulações. O quadro pode se agravar em alguns casos, principalmente quando o paciente já trata outras doenças. Idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com comorbidades estão no grupo de risco.
Ela está relacionada a altas temperaturas e à falta de saneamento e infraestrutura, tanto é que afeta populações mais vulneráveis e é considerada pela Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) uma das doenças tropicais negligenciadas, carecendo de mais atenção e políticas públicas por parte dos governos.
Existe uma vacina para prevenir casos graves. Ela está sendo aplicada gradativamente entre moradores de Dourados, Itaporã e outros municípios próximos.
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