Agesul lança licitações de superpoços para enfrentar crise da água em aldeias
Armazenamento do líquido para consumo virou vilão do surto de chikungunya
A Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) lançou licitações para a construção de dois superpoços para abastecimento de água nas aldeias indígenas Bororó e Jaguapiru, que ficam a 8 km (quilômetros) do Centro de Dourados e a 2 km de condomínios de luxo nas bordas da área urbana
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A Agesul lançou licitações para a construção de dois superpoços de abastecimento de água nas aldeias indígenas Bororó e Jaguapiru, em Dourados. Com custo estimado de R$ 8,99 milhões, as obras vão atender mais de 25 mil pessoas. As propostas serão entregues em 3 de junho. A Sanesul informou que cada aldeia terá um sistema independente, com rede de distribuição e reservação, dimensionado como um sistema urbano de médio porte.
Com mais de 25 mil pessoas e área de 3,5 mil hectares, as aldeias, caso fossem uma cidade, corresponderiam ao 20º município mais populoso de Mato Grosso do Sul. Os indígenas enfrentam crise crônica de desabastecimento de água e o armazenamento do líquido para consumo virou vilão do surto de chikungunya na localidade.
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Conforme os editais da concorrência eletrônica, publicados hoje (dia 18) no Diário Oficial do Estado, os dois superpoços vão custar até R$ 8.993.645,86. As propostas serão entregues no dia 3 de junho. A etapa de perfuração dos poços faz parte da obra de implantação do sistema de abastecimento de água.
Em entrevista ao Campo Grande News na última sexta-feira (dia 15), o diretor-presidente da Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul), Renato Marcílio, explicou que o projeto foi dimensionado praticamente como um sistema urbano de médio porte, devido ao tamanho da população atendida.
“Cada aldeia vai ter um superpoço. Então, nós vamos fazer dois sistemas independentes, cada um com um superpoço de vazão grande, rede de distribuição para todas as unidades de moradia e um sistema pesado de reservação”.
Segundo ele, a principal diferença está na profundidade e na capacidade de vazão. “São poços mais profundos, com vazão maior. Tudo é calculado em função da demanda que vai existir lá. É praticamente como se a gente pegasse um município que não tivesse nada de água e providenciasse toda a estrutura do zero”, afirmou.
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