Procedimento inédito trata caso urinário raro sem afetar fertilidade
Tecnologia minimamente invasiva foi usada em paciente jovem e evitou cirurgia tradicional

Um caso considerado desafiador na urologia ganhou solução inédita em Campo Grande. No Hospital Proncor, o urologista Dr. Celso Pimenteira realizou um procedimento com tecnologia pouco utilizada no Brasil para tratar a chamada Síndrome de Marion, uma condição rara que afeta principalmente pacientes jovens.
O paciente, de 40 anos, chegou com dificuldade importante para urinar. Apesar de ter a próstata pequena, exames mostraram que a bexiga já estava sofrendo com o esforço constante para eliminar a urina.
Segundo o médico, esse tipo de quadro pode enganar.
“A Síndrome de Marion, também conhecida como dissinergia do colo vesical, é uma condição em que há uma dificuldade de abertura do colo da bexiga durante a micção. Ou seja, mesmo sem uma obstrução anatômica evidente, o fluxo urinário fica prejudicado”, explica.
Os sintomas são parecidos com os de problemas comuns de próstata, como jato fraco e sensação de não esvaziar completamente a bexiga. “Por isso, muitos pacientes acabam sendo tratados como se tivessem ‘problema de próstata’, quando na verdade a origem está no funcionamento do colo da bexiga.”
No caso atendido no Proncor, o diagnóstico não veio no início, e isso já tinha causado impacto.
“Nem sempre o tamanho da próstata reflete a gravidade do problema urinário. Quando existe uma obstrução funcional, como na Síndrome de Marion, a bexiga precisa fazer mais força para vencer essa resistência.”
Esse esforço contínuo pode trazer consequências sérias. “Com o tempo, isso pode levar a alterações importantes, como espessamento da parede da bexiga, perda da capacidade de contração, infecções urinárias recorrentes e, nos casos mais avançados, até comprometimento da função renal.”
O médico alerta que, sem tratamento, a situação pode evoluir para um quadro ainda mais grave. Em casos extremos, o paciente pode perder a capacidade de urinar sozinho e precisar de sonda permanente.
Tecnologia que evita cortes e preserva função sexual
Diante do cenário, a equipe optou por uma solução diferente das cirurgias tradicionais: o uso do iTind, um dispositivo temporário colocado pela uretra.
“O iTind é uma tecnologia minimamente invasiva, temporária, que atua remodelando o canal prostático e o colo da bexiga sem necessidade de cortes ou remoção de tecido”, detalha o urologista.
Na prática, o dispositivo permanece por alguns dias no organismo, fazendo uma leve pressão em pontos estratégicos. Depois disso, é retirado, e o fluxo urinário tende a voltar ao normal.
Um dos principais diferenciais é a preservação da função ejaculatória, algo importante principalmente em pacientes mais jovens.
“A grande vantagem é que ele preserva estruturas importantes envolvidas na ejaculação, reduzindo significativamente o risco de ejaculação retrógrada, algo comum em cirurgias tradicionais.”
Indicação certa faz diferença
O iTind não é indicado para todos os casos, mas pode ser a melhor opção em situações específicas.
“O iTind é mais indicado para pacientes com próstata de pequeno a moderado volume, sintomas urinários obstrutivos, desejo de preservar a função ejaculatória e que buscam uma alternativa menos invasiva”, afirma.
No caso atendido no Proncor, a escolha foi decisiva para unir dois objetivos: aliviar os sintomas e preservar a possibilidade de ter filhos.
Com o procedimento, o paciente teve melhora do fluxo urinário e recuperação da qualidade de vida e sem abrir mão da saúde reprodutiva.
Se precisar de atendimento no Proncor e no Santa Marina, confira abaixo os contatos:
Central de atendimento: Ligue para 3003-3230, das 6h às 19h.
Agendamento online: Acesse www.hospitalproncor.com.br para marcar consultas e exames.
WhatsApp: Entre em contato com nossa assistente virtual pelo (21) 2101-2658.
Concierge: (67) 99830-4241


