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Campo Grande, Sábado, 16 de Fevereiro de 2019

02/01/2019 11:33

Em 4 meses, nenhuma residência faz adesão a monitoramento da PM

Aplicativo faz com que a polícia monitore a cidade pelas câmeras de segurança das residências e do comércio

Mirian Machado
Monitoramento é feito em tempo real e também através de alertas emitidos pelos proprietários dos imóveis (Foto: Marina Pacheco)Monitoramento é feito em tempo real e também através de alertas emitidos pelos proprietários dos imóveis (Foto: Marina Pacheco)

O novo aplicativo lançado pela CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas) de Campo Grande 'Cidadão Integrado', que auxilia na segurança da região central e também dos bairros da Capital ainda não recebeu nenhum cadastro residencial, apesar de aberto à população em geral.

O novo sistema pode ser cadastrado junto à CDL e em seguida é monitorado pela Polícia Militar, independente do endereço ser comercial ou residencial. Atualmente há cadastradas 50 câmeras de lojas do Centro e algumas na periferia, mas nenhum morador solicitou a interligação. A expectativa é de que até meados de 2020 sejam 500 lojas cadastradas no Centro e 1 mil comércios em Campo Grande.

A Polícia Civil também já está instalando os equipamentos na 1ª Delegacia, no Garras e a Polícia Militar, no Batalhão de Choque e no 10º Batalhão. Todas as viaturas vão conter um tablet com o aplicativo, assim todas receberão o sinal de alerta em caso de invasão.

Nas residências, apenas as câmeras IP (com acesso à internet), direcionadas para a rua, poderão ser cadastradas no aplicativo,. Assim, os policiais podem monitorar a entrada da residência e também os imóveis no entorno e até mesmo a rua. A polícia tem acesso a todas as imagens, já o dono do imóvel, apenas a sua câmera.

Após instalada, o morador deve ligar na CDL no 67-3320-4000 e 99986-5889, número do whatsapp para solicitar o serviço, com mensalidade de R$ 79,00. Caso não tenham câmera, a Câmara dos Dirigentes Lojistas oferece equipamentos por R$ 700.

“Além de furtos, danos, e mandados de prisão, as câmeras vão auxiliar na questão de acidentes, podemos ver a placa do veículo, como foi esse acidente e se caso o autor fugir, conseguimos usar o sistema de inteligência e ir monitorando ele pelas outras câmeras conforme os locais que ele passar”, explica o Comandante do 1º Batalhão de Polícia Militar, Tenente-Coronel Claudemir de Melo Domingos Bras.

Imagens também podem ser monitoradas pelos smartphones (Foto: Marina Pacheco)Imagens também podem ser monitoradas pelos smartphones (Foto: Marina Pacheco)
Comandante explica que a polícia pode monitorar apenas as câmeras do lado de fora, direcionadas à rua (Foto Marina Pacheco)Comandante explica que a polícia pode monitorar apenas as câmeras do lado de fora, direcionadas à rua (Foto Marina Pacheco)

Para a população em geral ,assim como o comércio, é um bom investimento em relação a segurança. “É um investimento barato para as casas e para os comércios então nem se fala. Sem contar que não tem problema em perder a imagem já que elas vão diretamente para a ‘nuvem’ e fica a disposição da polícia e da CDL por 30 dias”, afirma Domingos.

Mas o aplicativo não substitui o atendimento pelo 190. “Não vamos suprimir o 190. O policial só agirá quando solicitado pela central. Enquanto isso ele já estará acompanhando pelas imagens o individuo e pode ir se dirigindo ao local. Mas só agirá quando solicitado pelo Ciops. Até porque temos um limite de atuação, então depende do caso”, disse. Mas em casos de flagrante, o policial mesmo poderá ligar na central e agilizar a situação.

O aplicativo surgiu em Nova York, nos Estados Unidos, e tem funciona há quatro meses em Campo Grande, quando começou a fase de teste. De lá para cá, atendeu duas ocorrências por meio do alerta, uma de furto e outra de dano. Nesse fim de ano o movimento foi o mais tranquilo de quatro anos, segundo a polícia. “É uma união da polícia com a população. Todo mundo se ajudando e cuidando um do outro. Esperamos que os moradores se unam a nós e se cadastrem”, conclui o Comandante da área central.

Tenente-Coronel Claudemir de Melo Domingos Bras mostrando o sinal de alerta [em vermelho] quando ativado (Foto: Marina Pacheco)Tenente-Coronel Claudemir de Melo Domingos Bras mostrando o sinal de alerta [em vermelho] quando ativado (Foto: Marina Pacheco)


O cidadão que já paga a energia e a internet tem que pagar pra disponibilizar o seu equipamento (sujeito a manutenção) para o governo utilizar, e ainda não sabem porque não houve adesão de ninguém? Parece piada né...
Com relação à "segurança" que teria em troca, não passa de um direito, e não um serviço.
 
GeorgeVS em 02/01/2019 16:43:52
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