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Viaje pelo universo dos pássaros sem sair de Mato Grosso do Sul

Por Paulo Nonato de Souza | 20/02/2021 08:11
Binóculos e máquinas fotográficas se misturam na busca pelo melhor ângulo para observação de aves (Foto: Reprodução)
Binóculos e máquinas fotográficas se misturam na busca pelo melhor ângulo para observação de aves (Foto: Reprodução)

Birdwatching, a prática de observação de pássaros em seu habitat natural. Se você curte natureza, é uma boa dica para “driblar” a recomendação de fazer viagens para locais próximos, sem ter que passar horas dentro de um carro, ônibus ou avião sob riscos de contagio da Covid-19. Afinal de contas, Mato Grosso do Sul é destino certo para viajar pelo universo das aves.

Se você é de Mato Grosso do Sul e nunca ouviu a palavra birdwatching, provavelmente é porque ainda não se deu conta de que vive em um lugar favorecido pela natureza. São centenas de espécies, algumas raras, outras ameaçadas de extinção. Só no Pantanal são 650 espécies diferentes de aves, quase metade das 1.919 aves catalogadas em todo o Brasil.

Com 18% de todas as aves do mundo, conforme estudo do Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos (CBRO), cada vez mais os brasileiros vêm se dedicando ao turismo de observação de aves. Ainda mais agora na pandemia de coronavírus, que sugere destinos de natureza para os que já não aguentam mais o isolamento social.

Dados do Seminário de Turismo Isto é Mato Grosso do Sul, realizado em novembro de 2019, indicam que em Mato Grosso do Sul estão aproximadamente 30% da quantidade de aves catalogadas do Brasil, com mais de 400 espécies apenas em Campo Grande.

Sem dúvida, o estado ocupa lugar de destaque como um destino importante para os observadores de aves. Não apenas na região pantaneira, mas também no Parque Nacional da Serra da Bodoquena, que envolve os municípios de Bonito, Jardim, Bodoquena e Porto Murtinho, todos referencias do turismo de natureza.

De acordo com o AvistarBrasil, marca tradicional na organização de feiras de observação de aves, a cultura do birdwatching no Brasil começou há cerca de 15 anos com pouco mais de 500 praticantes em todo o país. Hoje são mais de 100 mil, entre observadores clássicos, que utilizam apenas binóculos, e os fotógrafos de pássaros.

Portanto, não estranhe se cruzar com pessoas de binoculo nas mãos ou pendurados no pescoço. São os observadores de aves, um universo cada vez maior que atrair brasileiros e estrangeiros. “No lugar da máquina fotográfica a gente usa o binoculo, normalmente nem lembramos de pegar o telefone para fazer uma foto”, disse o campo-grandense Ziraldo Silva Oliveira.

Segundo ele, observar aves virou sua diversão preferida. Sua dica pessoal é o Recanto Ecológico Rio da Prata, distante 36 km em relação ao centro da cidade de Jardim, no sudoeste de Mato Grosso do Sul. “Lá você encontra um passeio voltado exclusivamente para a observação de aves dentro de uma reserva particular. Isso facilita porque quase sempre estou com pouco tempo”, comentou Ziraldo.

Dicas do que levar no passeio:

- Levar binóculo, nunca entrar na mata sozinho, de preferência acompanhado de um guia especializado em aves;

- Caminhar lentamente e sem movimentos bruscos pela vegetação, porque o silêncio é fundamental;

- Usar trajes com cores discretas e respeitar uma distância mínima para que a ave não se sinta ameaçada;

- Ter paciência e olhos bem atentos.

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