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Campo Grande, Terça-feira, 20 de Agosto de 2019

05/07/2019 14:57

"Haja visto": o Brasil precisa de menos burocracia

Por Dario Luiz Dias Paixão (*)

Enquanto muitos evocam o princípio da reciprocidade e da soberania nacional no caso da polêmica isenção de vistos para cidadãos americanos, canadenses, australianos e japoneses que visitam o Brasil, milhares de oportunidades de emprego e geração de renda são transferidos do nosso país para outras nações mais inovadoras. Pelos padrões internacionais, somos um dos países mais fechados do mundo para turismo, comércio exterior e negócios em geral, seja por adotar barreiras protecionistas ou pela burocracia desmedida.

Em 2018, a Organização Mundial do Turismo contabilizou 1,4 bilhão de viagens internacionais, mas apenas 6,6 milhões vieram para o Brasil. Estagnados desde 2014, representamos apenas 0,47% do turismo internacional, perdendo para a Argentina a histórica hegemonia na América do Sul. Aliás, somados os visitantes dos EUA, Canadá, Austrália e Japão, não chegamos a 700 mil turistas. Não bastasse isso, o Banco Central relatou que, em 2018, os brasileiros gastaram US$ 18,263 bilhões em suas viagens ao exterior, enquanto que os estrangeiros deixaram US$ 5,917 bilhões por aqui no mesmo período. O déficit se repete há 15 anos e a tendência é piorar.

Os viajantes estrangeiros que aterrissam por aqui não estão interessados apenas em lazer, pois também visitam nossas cidades para realizar negócios ou participar de eventos. E no campo do comércio exterior, representamos mísero 1,2% do montante global, figurando em 153º lugar em termos de abertura comercial (Fundação Heritage) e 108º para o dinamismo no ambiente de negócios (Fórum Econômico Mundial).

Some-se ao complexo ambiente brasileiro, pouco favorável aos negócios, a constante diminuição de investimentos em infraestrutura e marketing internacional, a incansável veiculação da violência urbana na mídia global e a falta de parcerias comerciais relevantes. Isso explica parte do medo ou da falta de interesse por parte dos visitantes em potencial.

Seguindo o exemplo de outros países, o governo federal fez um teste ao dispensar o visto para cidadãos dos quatro países que viessem às Olimpíadas, por serem considerados turistas de alto poder aquisitivo e de baixo risco migratório. O êxito não foi desprezível e, no ano passado, com a adoção do e-visa houve aumento de 35% no interesse pelo nosso país, embora ainda não observados integralmente nas estatísticas de fluxos turísticos.

Essa atividade responde por 9% dos empregos do mundo (WTTC), portanto, precisamos reagir à interminável crise econômica e à frustração das oportunidades desperdiçadas na Copa 2014 e na Rio 2016. A isenção unilateral do visto indica que desejamos estreitar laços e realizar negócios. Ainda que pequeno, é um primeiro gesto de hospitalidade, ferramenta poderosa e estratégica, capaz de apresentar soluções criativas às mutações da sociedade, especialmente quando observada sob o prisma do mercado e aliada às novas tecnologias. Muito em breve, o Big Data e a Inteligência Artificial aposentarão vistos, carimbos e passaportes.

Portanto, busquemos uma aproximação mais pragmática e humanitária com outros países, pois, como diria o escritor americano Henry Longfellow, “o que de melhor existe nos grandes poetas de todos os países não é o nacionalismo e sim o universalismo”.

(*) Dario Luiz Dias Paixão é doutor em Gestão do Turismo e coordenador-geral da Pós-Graduação da Universidade Positivo.

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Outra coisa: de certa forma o Brasil é comparável com os EUA. Cidades não muito interessantes (para ver cidades legais melhor ir para Europa) mas natureza espectacular. Todo mundo quer var. Nos EUA é uma maravilha ver os parques: Yellowstone, Grand Canyon, Monument Valley, etc. Aluga um camper e vai embora, para ver um monte em total segurança. E aqui? Alugar um camper é impossivel (pois consideram caminhão, requer motorista com carteira C, e ninguem quer este acompanhante), e se fosse possivel, nada de lugares para pernoitar em segurança. E comprar uma passagem nacional para ir de Foz para Nordeste via site? Requer CPF. Estrangeiro não tem. Já comprei várias vezes as passagens para hospedes (familia, amigos) que vieram me visitar. Passou da hora de arrumar estes problemas praticos.
 
marc em 05/07/2019 15:50:20
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