A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Segunda-feira, 25 de Junho de 2018

08/02/2015 13:00

2014: como foi o mercado imobiliário?

Por Germano Leardi Neto (*)

Marcado pela realização da Copa do Mundo no Brasil e as eleições, 2014 não foi um ano fácil para muitos setores. Com o segmento imobiliário não foi diferente. De maneira geral, o setor - depois de registrar crescimento sem paralelo por vários anos seguidos - começou a mostrar sinais de desaceleração. Além do desempenho econômico abaixo do esperado do ano, esses eventos também contribuíram para a redução do boom no setor.

Outro fator importante visto no mercado imobiliário é que o valor dos imóveis parece ter atingido o seu teto. Segundo levantamento da Ricam Consultoria e o Instituto ILUMEO, 70% dos consumidores consideram os valores dos imóveis muito altos. Contudo, isso não é motivo de desespero para o futuro. Vale ressaltar que apenas 16% afirmam que devem desistir de fechar um negócio por conta disso.

Pegando os grandes centros como exemplo, o ritmo mais lento das vendas de imóveis no ano passado fica ainda mais evidente. Conforme os dados do Sindicato da Habitação de São Paulo (SECOVI), de janeiro a novembro, foram comercializadas 18.324 unidades. Isso significa um decréscimo de 40% em relação ao mesmo período de 2013.

A cidade do Rio de Janeiro também sentiu na pele a desaceleração do mercado imobiliário. Comparando os primeiros semestres de 2013 e 2014, as vendas caíram de 7.624 unidades para 4.949 unidades residenciais, queda de 35%.

A diminuição do ritmo não se refletiu, por enquanto, no valor médio do metro quadrado na capital fluminense. De acordo com o FipeZap, este total avançou 6,7% em 2014. Ainda que tenha sido positivo, o crescimento é a menor variação anual registrada desde que começou a série de levantamentos, em 2011.

No Brasil em geral, a média de crescimento no valor do metro quadrado foi de 7% (próxima a taxa da inflação). São Paulo, o maior mercado do país, registrou esta taxa. Outra capitais, como Brasília, já começaram a ver o preço do metro quadrado cair em 2014. A capital do país viu o valor médio do metro quadrado cair 6%.
Assistindo à desaceleração do ritmo de vendas no mercado imobiliário, o governo decidiu interferir e anunciou novas medidas para estimular a compra de imóveis.

Entre as principais, se destacam: a maior facilidade para os bancos retomarem bens como garantias, a criação do título Letra Imobiliária Garantida - isento de imposto de renda - e a concentração de todos os documentos em um único cartório.

De acordo com os números da Associação Brasileira de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o crédito imobiliário fechou 2014 com 112,9 bilhões de reais de financiamentos para aquisição de imóveis, um avanço de 3,4% em relação ao ano anterior. Esse montante contribuiu para a compra de 1,014 milhão de imóveis.

A expectativa para 2015 é que o crédito imobiliário salte 5%, para 119 bilhões de reais. Um avanço bastante significativo para um ano que muitos já dão por perdido.

(*) Germano Leardi Neto é diretor de relações institucionais da franqueadora imobiliária Paulo Roberto Leardi.

A corda arrebenta para todos
Ao pensar na África, geralmente formamos imagens com exuberância de recursos naturais. Falta de água nos remeteria aos desertos daquele continente, e...
Os três pilares do aprendizado
A educação brasileira passa por um profundo processo de transformação com a implantação da nova Base Nacional Comum Curricular. Precisamos estar pron...
O país onde tudo é obrigatório
Nos Estados Unidos, na França e na Inglaterra, as regras ou são obedecidas ou não existem, por que nessas sociedades a lei não é feita para explorar ...
Universidade pública e fundos de investimento
  A universidade pública não é gratuita, mas mantida pelos recursos dos cidadãos. E por que a Constituição brasileira escolheu determinar esse tipo d...


imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions