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Campo Grande, Sexta-feira, 22 de Junho de 2018

18/03/2017 08:29

A lei do menor esforço

Por Walter Roque Gonçalves (*)

Segundo definição encontrada no site dicionárioinformal.com.br a lei do menor esforço, se resume em “fazer tudo gastando o mínimo de energia.”

Em um de seus vídeos disponíveis na internet, a professora Lúcia Helena Galvão instiga-nos a pensar sobre o quanto a lei do menor esforço pode estar inutilizando homens de bem, enquanto canalhas morais, criminosos e golpistas utilizam de poderosas virtudes a favor da corrupção moral, como: a eficiência, organização, determinação, foco, persistência e disciplina.

Enquanto isso, muitos Jovens estão na frente da TV se esforçando para não fazer nada. É como dizia Benjamin Disraeli: “O momento exige que os homens de bem tenham a audácia dos canalhas.”

A professora Lúcia Helena aponta ainda, como exemplo, o abismo que existe entre o adolescente que fica em frente à TV buscando sapeando canais e, as crianças que são convocadas e treinadas, desde muito pequenas, para entregar drogas na periferia.

A professora reforça a tese dizendo que, apesar de crianças entregando drogas ser uma realidade terrível, há de se reconhecer que estas estão sendo mais bem preparadas para enfrentar as adversidades: são mais fortes e mais capazes de sobreviver e preponderar diante das circunstâncias. O crime utiliza as virtudes como meios para fins criminosos. Enquanto, do outro lado, alguns adolescentes, filhos de homens de bem, estão cada vez mais debilitados pela lei do menor esforço.

Observe a corrupção institucionalizada no Brasil, os movimentos feitos pela Odebrecht, os desvios de verbas da Petrobrás, a forma que distribuem propina e lavam dinheiro. Observe o mecanismo gerado e a eficiência, organização, determinação, foco, persistência e disciplina envolvidos. Tudo é feito de forma criminosa, antiética, mas com muito profissionalismo, organização e ousadia.

Enquanto, criminosos ousam e se organizam cada vez mais, muitos homens de bem se escondem atrás daquilo que têm receio, então, não se arriscam em novos negócios, não lutam por seus direitos, desistem de buscar novos conhecimentos, muitas vezes, simplesmente pelo trabalho e desconforto que isso gera.

Mesmo diante deste cenário. Como dizia a propaganda de uma marca conhecida de refrigerantes: “Há razões para acreditar. Os bons são maioria”. E, como maioria, temos mais força.

Àqueles que são regidos pela lei do menor esforço precisam acordar e contrabalancear os resultados que conhecemos na sociedade, utilizando-se dos mesmos meios, contudo, justificando fins bem diferentes daqueles que conhecemos até o momento. Que estes fortes esquemas de corrupção no nosso país, gerem lições importantes para o homem de bem e que estes tenham mais audácia que os canalhas que conhecemos.

(*) Walter Roque Gonçalves é consultor de empresas, professor executivo/colunista da FGV/ABS (Fundação Getúlio Vargas/América Business School) de Presidente Prudente.

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