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Economia

Dólar cai a R$ 5,20 com melhora do cenário externo e maior apetite por risco

Mesmo com tensões, entrada de capital estrangeiro impulsiona real e leva bolsa brasileira a leve alta

Por Viviane Oliveira | 17/03/2026 19:14
Dólar cai a R$ 5,20 com melhora do cenário externo e maior apetite por risco
 O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,20, com queda de R$ 0,029 (-0,57%) (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O mercado financeiro brasileiro registrou mais um dia de recuperação nesta terça-feira (17), favorecido por um ambiente externo mais propício ao risco. O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,20, com queda de R$ 0,029 (-0,57%), marcando o segundo recuo consecutivo. Ao longo da sessão, a moeda chegou a R$ 5,178 por volta das 15h, mas perdeu parte da queda no fim da tarde. Apesar do recuo de 2,19% nos últimos dois dias, a divisa ainda acumula alta de 1,29% em março.

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O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,20, registrando queda de 0,57% em um cenário de maior apetite por risco no mercado financeiro brasileiro. A moeda americana acumula alta de 1,29% em março, apesar do recuo de 2,19% nos últimos dois dias.O índice Ibovespa avançou 0,30%, fechando aos 180.409 pontos, impulsionado pela alta de 3,2% no preço do petróleo Brent. O mercado aguarda as decisões de juros do Copom e do Federal Reserve, com expectativa de manutenção das taxas nos Estados Unidos e corte de 0,25 ponto percentual na Selic.

O real figurou entre as moedas emergentes com melhor desempenho do dia, ao lado do florim húngaro e do shekel israelense, refletindo a melhora no apetite global por risco mesmo diante das incertezas no Oriente Médio e da alta do petróleo. A valorização também foi favorecida pela entrada de capital estrangeiro no país ao longo da sessão.

No mercado de ações, o índice Ibovespa, da B3, avançou 0,30% e fechou aos 180.409 pontos. O indicador chegou a subir mais durante o dia, mas perdeu força diante da piora do cenário doméstico, com a ameaça de greve de caminhoneiros no fim de semana devido ao aumento do diesel.

Entre os destaques da bolsa, as ações de petroleiras subiram impulsionadas pela alta de 3,2% no barril do petróleo Brent, que encerrou o dia a US$ 103,42. Papéis de bancos, por outro lado, recuaram. A valorização das ações da Petrobras e leilões de recompra de títulos promovidos pelo Tesouro Nacional também contribuíram para a entrada de recursos externos.

As expectativas para decisões de juros influenciaram os negócios. Nesta quarta-feira (18), o Comitê de Política Monetária e o Federal Reserve anunciam suas taxas básicas, com projeção de manutenção nos Estados Unidos e corte de 0,25 ponto percentual na Selic. Declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, indicando que o conflito no Oriente Médio pode ter curta duração também ajudaram a melhorar o humor dos mercados, embora analistas alertem que a volatilidade deve continuar elevada devido aos riscos para a inflação e os preços da energia.

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