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Campo Grande, Segunda-feira, 27 de Março de 2017

19/03/2013 13:44

Bom comportamento

Luiz Gonzaga Bertelli (*)

O clima organizacional influencia diretamente no desempenho e na produtividade da empresa. Está muito ligado à satisfação e motivação das pessoas e, portanto, vem recebendo atenção especial das equipes de recursos humanos. Em muitas empresas, a preocupação já transparece nos processos seletivos, que não visam apenas escolher um candidato tecnicamente perfeito, mas também identificar um perfil comportamental ajustado às necessidades do trabalho.

A nova abordagem ganhou força a partir do momento em que os analistas de RH perceberam que contratavam profissionais apenas por causa da experiência e das competências técnicas e não faziam uma análise comportamental mais rigorosa. Com isso, muitos colaboradores, mesmo preenchendo os requisitos técnicos, acabavam demitidos em razão de atitudes inadequadas. Aprimorando o processo de escolha, selecionadores analisam o potencial de adaptação do interessado a novos ambientes, sua capacidade de trabalhar e interagir em equipe, a flexibilidade de ações, a aptidão para atuar sob pressão e as condições de desenvolver atividades em ambientes hierarquizados. E muitas vezes, essas características já pesam mais do que o próprio currículo técnico.

Com isso, o processo seletivo ganhou eficácia, mas com aumento de complexidade. Não há fórmula mágica. Cada vaga demanda um perfil diferente de candidato. Há cargos que precisam de colaboradores centrados e até mesmo mais tímidos. Já outros exigem um colaborador mais comunicativo, com capacidade de liderança. E assim por diante. Mas também existem características que são indicadas para a maioria dos perfis de vagas no mundo corporativo. Pessoas maleáveis, hábeis para sair das dificuldades e encontrar soluções, que trabalham com otimismo, saibam lidar com culturas diferentes e conseguem conversar tanto com o presidente da empresa como com o operário despertando simpatia, acabam se destacando. No processo seletivo, não há respostas certas ou erradas. O melhor sempre é não mentir, para uma avaliação correta do perfil do candidato aos requisitos de vaga, o que facilitará a permanência no emprego e o sucesso na profissão.

(*) Luiz Gonzaga Bertelli é presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), da Academia Paulista de História (APH) e diretor da Fiesp.

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