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Campo Grande, Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019

23/08/2018 10:15

Escritos nos azulejos

Por Wilson Aquino (*)

Na imensidão de seres em extinção na face da Terra, o homem gentil, cavalheiro, é uma delas. São raros aqueles que, mesmo após anos de convivência com sua companheira, se dão ao trabalho de empreender com constância um tratamento especial, carinhoso e de real valorização da mulher. De exercer atos simples como de descer rapidamente do veículo para dar a volta e abrir a porta para ela sair, estendendo-lhe as mãos. Ou quando caminham para o veículo dirige-se até a porta do passageiro, abrindo-a para que ela entre primeiro.

As justificativas do homem para essa “evolução” são as mais bizarras. Diz que nesses novos tempos, corridos, que exigem cada mais de cada um em todos os níveis, pessoais e profissionais, não sobra muito tempo para “pequenos e insignificantes atos dessa natureza”. Outros mais ousados afirmam que a partir do momento em que as mulheres partiram com tudo para o mercado de trabalho, se colocando em igualdade com o homem na competição profissional, deixou de ter direito a essas “regalias”.

Quantas bobagens! Provocadas por um machismo ignorante e desnecessário, pois a mulher merece sim toda atenção, respeito, carinho e dedicação do homem, em toda e qualquer circunstância.

O fato de ser uma desconhecida ou esposa e mãe dedicada, que cria ou que já criou filhos e desfruta agora dos netos e bisnetos, todas elas, absolutamente todas elas, merecem respeito, carinho e devoção.

Lamentavelmente não é o que ocorre nas ruas e, pior, também nos lares. Mulheres não recebem o devido e precioso tratamento e há até um aumento assustador de vítimas fatais, vítimas de companheiros que falharam na manutenção do lar, na conservação da família.

Os jornais estão cheios de registros de violência do homem contra as mulheres e tem sido muito comum testemunharmos atos de grosseria e humilhação contra elas no dia a dia, nas ruas ou até mesmo em ambientes sociais. Atos e ações provocados por motivos fúteis, banais. O homem se ira e se volta contra a companheira (namorada ou esposa) sem se importar com quem quer que seja que esteja ao redor. As mulheres não merecem isso. O homem precisa refletir sobre seus valores e mudar seu modo de pensar e agir.

Deus, na sua infinita bondade e misericórdia, nos ensina, por intermédio das Escrituras Sagradas e de homens inspirados por Ele, que nos dizem que não podemos esperar que nossa companheira nos faça feliz e que se moldem ao padrão que desejamos. Nada disso. Quem pensa assim nunca encontrará felicidade no casamento, pois para ser feliz, tem que pensar unicamente em fazer o cônjuge feliz. Somente dessa forma, com o retorno de nossas ações, é que receberemos a graça de alcançarmos a plena, real e verdadeira felicidade.

Felizmente sempre é tempo de mudar. Sempre é tempo de nos arrependermos de como agimos, mesmo que seja um esforço muito grande de dobrarmos um estilo enraizado que nos foi passado de pai para filho. Temos esse poder de mudança do rumo das coisas. E a respeito da mulher, essa que exerce sagradas atribuições como de gerar um filho em seu próprio ventre, cujo corpo tem a capacidade milagrosa de alimentar esse filho, de amá-lo, educá-lo e formá-lo como cidadão, além de cuidar do lar, da família como um todo – e a mulher tem também essa incrível capacidade de exercer inúmeras atividades ao mesmo tempo – é preciso que o homem reveja seus conceitos e mude, se esforçando para aprender a amar mais a mulher e, acima de tudo, respeitá-la sempre.

Feliz é o homem que descobre a sensibilidade e os valores da mulher e passa a trata-la com mais amor e carinho, deixando bilhetinhos, que podem ter significado bobo para o próprio homem, mas que para ela, tem grande importância, assim como a lembrança do homem que volta para casa trazendo uma flor.

Um amigo contou que depois de refletir sobre tudo isso, se inspirou numa manhã e surpreendeu a esposa com mensagens escritas com pincel atômico nos azulejos brancos da cozinha(fácil de limpar, apenas com pano úmido). Eram mensagens de amor, com desenhos que tentavam contar a história de ambos e desenhos também de flores, pássaros, coqueiros, sois radiantes e luas cheias e muito amor em cada escrita.

Ele conta que a esposa quando viu, chorou e a vida deles mudou, conseguiram avançar como nunca, numa felicidade sólida, verdadeira e crescente.

(*) Wilson Aquino é jornalista e Professor

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