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Campo Grande, Terça-feira, 23 de Maio de 2017

16/11/2011 10:50

Indigenismo, ócio e falsidades em MS

Por Valfrido M. Chaves*

O ócio, a promoção intencional do conflito, a mentira, o ideologismo e objetivos ocultos do indigenismo internacional-religioso ameaçam nossos povos indígenas e a integração da comunidade em geral. O indigenismo governamental e internacional parecem ver no trabalho e no desenvolvimento junto à comunidade em geral uma “ameaça à cultura indígena”. O plantio de 1.200.000 mudas de caju, manga e erva mate em áreas guarani e terena foi detonada pela burocracia oficial, pois índio próspero, produzindo, integrado e em paz com a sociedade global não atende a interesses ideológicos do indigenismo.

Embora os Cadiwéus com seus milhares de hectares vivam de arrendamento, mas em processo de degradação e, em áreas invadidas por Terenas em Sidrolândia, milhares de pés de laranjas plantados pelos donos legítimos estejam destruídos devido ao arrendamento da área para gado, a questão “da terra” é usada para esconder o fracasso da política indigenista na promoção do progresso e integração das comunidades afetadas. É uma falsidade após a outra, leitor, como a de que o alto índice de criminalidade e morte entre os índios, devido à desagregação promovida pelo ócio e o assistencialismo, seja apresentada, até com benção religiosa, como assassinatos ligados a conflitos pela terra. É uma mentira sórdida promovida até na mídia internacional, como disse, com aprovação oficial e religiosa.

O ócio é o caldeirão do diabo, leitor, em qualquer cultura. Passei esta semana por umas seis aldeias e vi toneladas de caju no chão apodrecendo e não há um só projeto da Funai ou organização promotora de falsidades e conflitos, para que haja um aproveitamento das frutas em benefício das comunidades, parece educadas hoje para esquecerem que “com o suor de teu rosto comerás o teu pão”. Membros do MPF parecem cooptados pelo indigenismo internacional e pela ideologia do conflito, quando consideram “pó de traque” os mais legítimos direitos legais e humanos numa área invadida por índios, chegando ao cúmulo, e isso está registrado em Cartório, em Dourados, de um deles afirmar que “índio tem que invadir mesmo, prá mostrar força, pois não tem lóbie em Brasília”. Outro em Campo Grande afirma que o “fazendeiro tem que ser mais compreensivo e ceder” e, digo eu, com certeza, não lutar por seus direito legítimos. Presidente da Funai vem a MS só para dizer que a culpa de tudo é a “judicialização” do conflito, ou seja, é porque os fazendeiros entram na Justiça, após serem traídos pelo Estado brasileiro, inclusive através do sectarismo de membros do MPF, quando ignoram que invasão indígena expulsa o proprietário da própria Constituição que o MPF tem obrigação de zelar como a um todo.

A essa postura, leitor, chamo de “ideologismo” e sectarismo, que é não ver a constituição como um todo e acatar princípios de que “o conflito é o motor da História”. E se faz isso, leitor, justamente quando aceitam a violação de direitos legítimos e constitucionais, como base para fundamentação de direito de invasores e violadores de direitos. É um projeto anti-nação e anti-integração dentro de princípios ideológicos muito bem identificados, que avança passo a passo.

Estudei essa ideologia muito bem na Escola de Sociologia e Política, na PUC do Rio, na década de 60. Fui preso político, conheço essa lorota ideológica fracassada como útil à humanidade, como a palma de minha mão. Espero que, sobretudo aqueles diretamente afetados, representados por suas entidades, lutem mais por seus direitos particulares e pelo Estado Democrático e de Direito, que é violado pelas mentiras, pelo sectarismo e audácia do indigenismo internacional, em concluio setores do aparelho estatal brasileiro. E que não tenham vergonha de, por Justiça, lutarem legitimamente pela opinião pública, defendendo-a das mentiras de quem é mestre em proferí-las. E parecem ter orgulho em enganar e mentir, pois a isso são autorizados por sua ideologia onipotente. Quem desmente os fatos?

(*) Valfrido M. Chaves é psicanalista, pós graduado em política e estratégia- UCDB/Adesgs

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Desculpem-me, mas vocês já visitaram aldeias e viram em que a Funai as transformou? Já viram o ócio a que os índios estão condenados? Sabem que o indigenismo consideram o trabalho dígno junto a nós um ameaça à "cultura indígena"? Que seria hoje cultura indígena? Já conversaram com indígenas comuns sobre tais questões? Sabem quem financia e organiza as invasões? Como negar os fatos?
 
Valfrido m. Chaves em 17/11/2011 07:25:02
Ainda bem que não são todos que pensam como esse senhor. Ufa...
 
Viviane Lucardi em 16/11/2011 11:20:56
Fazendeiro sempre q ia a sua fazenda passava por dentro da aldeia.Lá pelas 08 horas ao passar em frente a oca do índio,o via deitado em sua rede tomando tereré.Ao voltar de sua fazenda,as 17:00 horas,lá estava o índio do mesmo jeito. Mas esse "bugre" é mesmo preguiçoso! Pensava o rico fazendeiro-Índio trabalha em sua roça somente ao pôr do sol.Conclusão: Falsidade d q o índio é ocioso!
 
samuel gomes-campo grande em 16/11/2011 04:16:01
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