Ex-PM recebeu R$ 120 mil para facilitar drogas e celulares em presídio
Foram cumpridos 25 mandados de prisão preventiva, e 6 pessoas estão foragidas

Ex-policial militar recebeu cerca de R$ 120 mil para facilitar a entrada de drogas e celulares em um presídio de segurança máxima em Campo Grande, segundo investigação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul. O esquema foi revelado durante a operação “Pombo Sem Asas”, deflagrada nesta quarta-feira (11) pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), que cumpriu mandados em presídios e cidades de três estados.
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Ex-policial militar é investigado por receber R$ 120 mil em propina para facilitar entrada de drogas e celulares em presídio de segurança máxima em Campo Grande. A descoberta ocorreu durante a operação "Pombo Sem Asas", deflagrada pelo GAECO em três estados. A operação resultou em 25 mandados de prisão preventiva, com seis foragidos. Entre os detidos está uma servidora pública da Semadesc, encontrada com cocaína e balanças de precisão. As investigações revelaram que os itens proibidos eram introduzidos no presídio por meio de arremessos manuais e drones.
Os mandados de busca, apreensão e prisão ocorreram nos presídios de Martinópolis (SP) e Mossoró (RN), além das cidades de Itanhaém (SP), Colniza (MT) e em Campo Grande. Ao todo, foram cumpridos 25 mandados de prisão preventiva, e seis investigados continuam foragidos.
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De acordo com o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, as investigações começaram em 2022, com a prisão de Aguinaldo Medina, ex-policial militar, que facilitava a entrada de drogas e dispositivos eletrônicos no presídio da Capital. O ex-militar recebia propina para abastecer o local com os itens proibidos.
Durante as apurações, foram identificados os responsáveis pelo pagamento das propinas ao policial e os núcleos que operavam o tráfico fora dos presídios. O ex-servidor chegou a receber aproximadamente R$ 120 mil em transferências bancárias, e não há informação se também recebeu pagamentos em dinheiro.
Ainda conforme o Ministério Público, drogas e celulares eram lançados dentro do pátio do presídio por meio de arremessos manuais e drones. A prática, segundo as investigações, era frequente no período em que o militar atuava na vigilância.
Em Campo Grande, a servidora pública Simone Aparecida de Moraes Pereira, lotada na Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), foi presa em casa, no Bairro Aero Rancho. No local, os agentes encontraram uma porção de cocaína em uma gaveta. Na sala também foram localizadas três balanças de precisão.
A servidora é casada com um integrante de facção criminosa que está preso e é apontada nas investigações como participante do tráfico de drogas em benefício da organização criminosa.
Outro alvo da operação na Capital foi Kethelly Aparecida Oliveira Barros. Na casa dela, na Vila Nasser, policiais cumpriram mandado de busca e apreensão. Na residência de Kethelly, foi encontrado um recipiente de vidro com três porções de maconha, dinheiro em espécie, uma balança de precisão e diversas embalagens tipo zip lock. O marido da investigada recebeu voz de prisão pelas drogas encontradas.
Conforme o Ministério Público, foram cumpridos 25 mandados de prisão preventiva, e seis investigados seguem foragidos. Ao todo, 20 aparelhos celulares foram apreendidos com os investigados.
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