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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

04/12/2017 07:12

Infraestrutura e redução de emissões de CO²

Por Por Edeon Vaz Ferreira (*)
Infraestrutura e redução de emissões de CO²

Como podemos observar, o modal rodoviário é, sem dúvidas, o mais poluente e com menor economia de energia em transporte de cargas.

O governo brasileiro, ao longo dos anos, com a necessidade de interiorizar o desenvolvimento no Brasil, optou pelo modal rodoviário, que possui a capacidade de promover a ligação rápida entre cidades e regiões produtoras com as consumidoras. Mesmo sabendo da importância dos modais ferroviário e hidroviário, nada substitui o modal rodoviário para interagir com os demais.

O agronegócio tem como principais produtos a serem transportados, para abastecimento interno ou para exportação, as commodities soja, arroz, milho, algodão e trigo. Todas com baixo valor agregado, ou seja, os valores de fretes provocam grande impacto na rentabilidade destas culturas. Nos países mais desenvolvidos, a relação entre os modais considerando o rodoviário com base 100, o ferroviário seria 70% deste e o hidroviário 30%. Observa-se que além de ser o mais econômico, o hidroviário é também o mais ecológico.

Vejamos: no rio Madeira, no período de cheias ou chamado de águas altas, navega-se com comboios de 20 barcaças com 2.000 toneladas cada, ou seja, transportam 40.000 toneladas no corredor Porto Velho – Itacoatiara. Isto equivale a 1.000 caminhões, ou seja, estamos substituindo 1.000 motores por dois.

No caso da ferrovia, temos em Mato Grosso a FERRONORTE que liga Rondonópolis/MT a Santos/SP. Anualmente, esta ferrovia transporta 16 milhões de toneladas, retirando das rodovias 400.000 caminhões, reduzindo custos e a emissão de gases.

Diante dos dados apresentados, fica a certeza de que temos que buscar a implantação de ferrovias e hidrovias para reduzir os custos ao produtor, e colaborar na redução da emissão dos gases nocivos à natureza e à população.

O Governo Federal está envidando esforços para conceder a concessão da FNS – Ferrovia Norte Sul no trecho entre Porto Nacional/TO e Estrela do Oeste/SP com mais de 1.500 km. O projeto da ferrovia FERROGRÃO ligando Sinop/MT a Miritituba/PA, margem direita do rio Tapajós, com aproximadamente 1.000 km, fazendo uma operação multimodal, rodovia – ferrovia e hidrovia, permitindo acesso aos terminais portuários de Vila do Conde – Barcarena/PA, que tem inicio das audiências públicas no mês de novembro de 2017 e licitação prevista para o 1º semestre de 2018. Os projetos da FIOL – Ferrovia Oeste Leste ligando Ilhéus ao Oeste da Bahia, que tem como cidade polo Luiz Eduardo Magalhães, grande região produtora de grãos e algodão. A construção da ferrovia Nova Transnordestina ligando a região produtora do Norte à região do semiárido nordestino.

Sem dúvida alguma, temos que implementar os modais ferroviário e hidroviário no Brasil para que possamos ser competitivos em relação aos nossos concorrentes e em relação à redução de CO² na natureza. O meio ambiente agradecerá!

Sobre o CCAS

O Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) é uma organização da Sociedade Civil, criada em 15 de abril de 2011, com domicilio, sede e foro no município de São Paulo-SP, com o objetivo precípuo de discutir temas relacionados à sustentabilidade da agricultura e se posicionar, de maneira clara, sobre o assunto.

O CCAS é uma entidade privada, de natureza associativa, sem fins econômicos, pautando suas ações na imparcialidade, ética e transparência, sempre valorizando o conhecimento científico.

Os associados do CCAS são profissionais de diferentes formações e áreas de atuação, tanto na área pública quanto privada, que comungam o objetivo comum de pugnar pela sustentabilidade da agricultura brasileira. São profissionais que se destacam por suas atividades técnico-científicas e que se dispõem a apresentar fatos concretos, lastreados em verdades científicas, para comprovar a sustentabilidade das atividades agrícolas.

A agricultura, apesar da sua importância fundamental para o país e para cada cidadão, tem sua reputação e imagem em construção, alternando percepções positivas e negativas, não condizentes com a realidade. É preciso que professores, pesquisadores e especialistas no tema apresentem e discutam suas teses, estudos e opiniões, para melhor informação da sociedade. É importante que todo o conhecimento acumulado nas Universidades e Instituições de Pesquisa seja colocado à disposição da população, para que a realidade da agricultura, em especial seu caráter de sustentabilidade, transpareça. Mais informações no website: http://agriculturasustentavel.org.br/. Acompanhe também o CCAS no Facebook: http://www.facebook.com/agriculturasustentavel

(*)Edeon Vaz Ferreira é membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e Diretor Executivo do Movimento Pró Logística de Mato Grosso

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