A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019

20/11/2017 16:25

O roubo amago do cedro!

Por Rosildo Barcellos (*)

A história de um país que remete-nos a antiguidade histórica também leva-nos a homenagear nesse 22 de novembro a história de um povo que carrega em sua bagagem a marca das lutas, das dificuldades, e mas também não tão menos importante uma sequencia de muitas conquistas, alegrias e glórias. Propugnavam, apesar de desgastado pelas guerras que travou para conquistar, não territórios ou riquezas, mas, sim, uma identidade, uma cultura e o respeito dos outros povos. A história libanesa remonta há mais de seis mil anos de cultura e escrita, herdando todo o arcabouço adquirido pelas viagens de comércio do antigo povo fenício, que tantas contribuições nos legou.

Foi cultuando os valores que consagram a liberdade e o amor ao próximo que adquiriram sua identidade política, consolidando uma realidade que já se projetara na história. Criou o alfabeto fonético, o Alfabeto de Biblos, com 22 letras, e propagou-o pelo mundo. Também Biblos é a cidade mais antiga do mundo a editar a Bíblia.

Já no século II depois de Cristo, Beirute era chamada de a Mãe das Leis, porque já possuía sua Escola de Direito, que teve um papel preponderante no Código de Justiniano. Nessa Constituição, Papiniano, ensinou que a igualdade de todos é a liberdade de cada um.Regra que se fosse seguida à risca, facilitaria enormemente nossas relações interpessoais

Seguindo a história, quando o império otomano ruiu, a França e a Reino Unido disputaram o território entre si. Depois de alguns desentendimentos, chegaram a um acordo em 1916: a Síria e o Líbano ficariam com a França, e o Egito, a Jordânia e o Iraque, com os britânicos. Com fulcro no lema "dividir para governar", a França tratou de separar administrativamente o Líbano da Síria, formando dois Estados.

No que tange à origem da palavra "Líbano" ou "Lubnam", a versão mais discrepante das demais é aquela segundo a qual o termo deriva da raiz árabe "Lbn", que significa "branco" ou "ser branco", em referência ao cume do monte de mesmo nome, que fica coberto de neve até o começo do verão.

Outrossim,a simbiose do homem da montanha e do homem do mar moldou o libanês com nítidos contornos de humanismo, propiciando-lhe as condições necessárias para a edificação de uma civilização expansiva e liberal, acessível a outros povos, muitos dos quais a assimilaram em função de uma real identificação com ela. Olhando por este prisma, ser libanês espelha-se no supedâneo do reconhecimento cabal da condição de País dos Cedros; de ponto de equilíbrio e encruzilhada da cultura ocidental com várias culturas orientais de países de língua árabe, de assimilador de raças e de harmonizador de credos religiosos

É mister ressaltar que a imigração libanesa para o Brasil começou há mais de 140 anos, quando no porto de Santos desembarcaram as primeiras famílias. Aliás,para se ter uma ideia a cidade de Lucy, é uma cidade libanesa onde mais se fala português do que árabe. Ao fugir das perseguições econômicas e políticas, das guerras e da falta de oportunidades que lhe eram oferecidas na época, os libaneses encontraram o Brasil eivado de generosidade e hospitalidade,fato que propiciou-nos a chance de construir juntos um País diferente para os nossos filhos; com expectativa de vida, trabalho e lazer. Fato vivenciado pelo paulista de Tietê Michel Miguel Elias Temer Lulia, Presidente da República Federativa do Brasil, filho de Nahul Temer, que cultivava azeitonas em seu país de origem; e com os descendentes de Assaf Trad e Margarida Maksoud, Marcos Marcelo Trad,(cujo nome homenageia o tio, comercialino ícone como cronista esportivo) que na gestão atual administra a capital do Estado.de Mato Grosso do Sul.

Urge inferir, que a integração do imigrante não se limitou à sua adaptação aos costumes e ao estabelecimento de laços familiares, posto que o Brasil devolveu aos libaneses a oportunidade de poderem sonhar novamente. E essa essência não pode ser mudada. Se continuarmos nesse norte, fatalmente teremos uma nação mais unida e essa união, essa vontade de ser livre é que faz do nosso país um celeiro para a humanidade.

Compliance: benefícios práticos nas empresas
Um dos principais patrimônios de uma organização é, sem dúvidas, sua reputação, que pode ter impacto tanto positivo como negativo nos negócios. Indep...
Um olho no peixe, outro no gato
O agro brasileiro poderia ser bem mais assertivo em sua comunicação com os mercados, aqui e no exterior. Falar mais das coisas boas que faz, seguindo...
Como transformar a nossa relação com a natureza?
Falar em meio ambiente não é algo abstrato. Se traduz no ar puro que respiramos, na água que bebemos e na fauna e flora que nos cercam. Somos depende...
Sem comunicação não há evolução
Os líderes do agronegócio hoje concordam que precisamos dialogar muito mais com a sociedade urbana, pois sem isso não teremos aderência nas necessida...
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions