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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

27/11/2017 14:50

Plano Safra 2017/2018

Por José Luiz Tejon Megido (*)

Plano Safra 2017/2018 já tem suas previsões: o que estamos plantando agora é menor do que a última safra colhida. Colhemos cerca de 240 milhões de toneladas de grãos por safra e agora a previsão do Ministério da Agricultura é termos algo em torno de 223 à 227 milhões de toneladas. Isso quer dizer, nesse caso, uma redução que pode ser de algo em torno de 15 milhões de toneladas de grãos.

Qual a razão? O clima. O tempo foi o grande ajudante da safra passada, e neste ano já sofremos com os fatores climáticos que atrasou plantios que comprometeram a produtividade.

Ao analisarmos os dados internacionais de oferta e demanda de grãos observamos uma perspectiva de normalidade, ou seja, a não ser que ocorram fenômenos climáticos ou conflitos inesperados em países produtores e consumidores, teríamos calmaria nas relações entre compradores e vendedores.

Isso significa menor renda no campo? Por um ângulo sim, mas é cedo demais para tomar esse cenário como certo. Os fatores climáticos irão interferir, os preços também, e nem só do mundo dos grãos vive o agro.

Teremos carnes com desempenho mais positivo neste ano devido a menor pressão nos custos, além de iniciativas fortes de vendas, principalmente do setor de aves e suínos. Estes últimos com um forte trabalho de marketing no mercado interno conduzido pela Associação Brasileira de Criadores de Suínos – ABCS. No mês passado a produção de frangos cresceu 18%.

Temos ainda uma grande importância na dimensão do agro brasileiro e da renda no campo de todo setor de hortifruticultura, onde, por exemplo, a maçã neste ano teve uma farta colheita e abundância do produto.

Teremos para o próximo ano – assim espero – o RenovaBio, que pode dar uma gigantesca incrementada no etanol de cana e milho, além de puxar a performance do agronegócio em 2018.

Não sabemos ainda se a safra de grãos, arroz e feijão, será tão menor assim… São só expectativas, mas temos todas as carnes, o café, açúcar, etanol, a hortifruticultura, papel e celulose.

Em minha opinião, o movimento econômico do agro na próxima safra não será menor do que na safra anterior, pois teremos compensações.

Sobre o CCAS

O Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) é uma organização da Sociedade Civil, criada em 15 de abril de 2011, com domicilio, sede e foro no município de São Paulo-SP, com o objetivo precípuo de discutir temas relacionados à sustentabilidade da agricultura e se posicionar, de maneira clara, sobre o assunto.

O CCAS é uma entidade privada, de natureza associativa, sem fins econômicos, pautando suas ações na imparcialidade, ética e transparência, sempre valorizando o conhecimento científico.

Os associados do CCAS são profissionais de diferentes formações e áreas de atuação, tanto na área pública quanto privada, que comungam o objetivo comum de pugnar pela sustentabilidade da agricultura brasileira. São profissionais que se destacam por suas atividades técnico-científicas e que se dispõem a apresentar fatos concretos, lastreados em verdades científicas, para comprovar a sustentabilidade das atividades agrícolas.

A agricultura, apesar da sua importância fundamental para o país e para cada cidadão, tem sua reputação e imagem em construção, alternando percepções positivas e negativas, não condizentes com a realidade. É preciso que professores, pesquisadores e especialistas no tema apresentem e discutam suas teses, estudos e opiniões, para melhor informação da sociedade. É importante que todo o conhecimento acumulado nas Universidades e Instituições de Pesquisa seja colocado à disposição da população, para que a realidade da agricultura, em especial seu caráter de sustentabilidade, transpareça. Mais informações no website: http://agriculturasustentavel.org.br/. Acompanhe também o CCAS no Facebook: http://www.facebook.com/agriculturasustentavel.

(*) José Luiz Tejon Megido é conselheiro fiscal do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e Dirige o Núcleo de Agronegócio da ESPM

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