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Campo Grande, Segunda-feira, 25 de Setembro de 2017

25/03/2011 06:18

Problemas nas escolas

Lucimar Couto

Dois em cada dez professores não têm a formação acadêmica exigida pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), segundo a qual docentes do sexto ano do ensino fundamental ao terceiro ano do médio devem possuir, no mínimo, um diploma universitário, mas 208 mil professores dessas séries concluíram apenas o nível fundamental ou o médio.

Tal realidade é confirmada pelo índice apurado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep): 16,8% dos educadores são detentores dessa deficiência curricular. A situação é mais grave na Bahia, onde a taxa supera os 50%, e menos em São Paulo, com 2,25%.

É preocupante notar a estagnação da média nacional, que permanece a mesma desde 2007, bem como o desinteresse dos jovens em seguir a carreira do magistério – opção de apenas 5% dos melhores alunos que cogitam ir para o ramo da educação, de acordo com estudo da Fundação Lemann.

É, enfim, uma bomba-relógio cujo efeito comprometerá, a médio e longo prazos, a sustentabilidade do desenvolvimento econômico. Isso porque a falta de capacitação dos professores defasa a educação de jovens que em poucos anos integrarão o corpo discente dos campi universitários.

Sem uma boa base do ensino fundamental e médio, o estudante terá dificuldade para acompanhar o salto de complexidade das matérias, o que poderá levá-lo a abandonar o curso, como já acontece com grande regularidade.

Não consola saber que esse não é um fato novo e multiplicam-se os exemplos de alunos brilhantes vindos dos mais diversos extratos sociais. Portanto, é para se comemorar a decisão do Ministério da Educação (MEC) de regulamentar a prova nacional para ingresso na carreira docente, que passará a ser aplicada a partir de 2012.

O objetivo é selecionar, a partir da nota, os mais aptos entre os candidatos para ocupar a cadeira de professor na rede pública de ensino. A ação não solucionará outros graves problemas estruturais da educação – como a implantação de políticas de meritocracia ou a melhoria na gestão das escolas –, mas confirma que a questão está entre as prioridades da presidente Dilma, como bem salientou nos primeiros discursos. A educação é o mais importante e mais antigo gargalo brasileiro e precisa ser eliminado o quanto antes.

Aliás, vale observar que há um movimento recente de instituições de ensino e empresas interessadas em capacitar uma nova geração de professores por meio de programas de estágio. A pedagogia tem figurado no ranking das áreas que mais requisitam estagiários, segundo números do CIEE.

Como se sabe, essa é a maneira mais efetiva e econômica de preparar talentos, mostrando na prática os conhecimentos aprendidos em ambiente acadêmico e inserindo profissionais cada vez mais preparados no mercado de trabalho, o que tem tudo para estimular novos estudantes a seguir essa valorosa carreira.

(*) Luiz Gonzaga Bertelli é presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), da Academia Paulista de História e diretor da Fiesp.

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a politica,de serviço que e pobre de pensamento .Temos professor muito bem qualificados ,mais os politicos que dão um de sabidos e colocão gente despreparada,desqualificada simplismente porque trabalhou para ele,mais eles não levão em conta os curriculum ricos em qualidades ,por não ter padrinho não podem mostrarem serviço.E bom que faça estas provas e que seja levado a serio.
 
cleusa araujo em 25/03/2011 11:09:21
Infelizmente todo processo demanda tempo para ser implantado, e, mais ainda, para ser implementado.Cada passo que se dê para melhorar a qualidade da educação brasileira, não pode ser menosprezado.Porém é preciso caminhar a passos mais largos, pois, como já reconheceu a nossa Presidenta,o gargalo é enorme. Conheço excelentes professores, muitos deles se dedicando ao máximo pelas causas educacionais; mas tem muitos deles também, tentando concurso público em outras áreas, onde as condições de trabalho e valorização profissional são bem maiores. É preciso unir esforços em torno de todas essas dificuldades que impedem que os formadores de todas as profissões, sejam de fato bons formadores...
 
Isabel de Oliveira Coelho em 25/03/2011 08:01:49
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