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Campo Grande, Domingo, 26 de Fevereiro de 2017

24/01/2015 14:00

Sete dicas para reduzir suas despesas financeiras

Por Lélio Braga Calhau (*)

Manter uma vida financeira em ordem é essencial. Para isso, são necessários alguns passos, como reduzir gastos com supérfluos, pagar as contas em dia e, se preciso, buscar fonte de renda extra, para reforçar o orçamento. Siga as sete dicas abaixo e melhore a sua relação com o dinheiro.

1. Cartão de crédito: um dos maiores vilões. Deve ser o foco principal de suas energias, pois muitos endividamentos começam aqui. Primeiro, interrompa imediatamente as compras parceladas. Pague somente à vista. Isso vai causar um pouco de dor no início, mas, com o tempo, seu saldo devedor parcelado (dívida global) começará a diminuir. Não se esqueça: você tem dois limites para o uso do cartão de crédito: o global (toda sua dívida no cartão) e o mensal (que vence mês a mês). Fique atento a isso. Você terá problemas financeiros se estourar qualquer um dos dois limites. Evite pagar a anuidade do cartão ou negocie um valor baixo.

2. Analise as taxas de juros: verifique os juros dos empréstimos (custo efetivo) e procure trocar as dívidas mais caras (cartão de crédito e cheque especial) por dívidas mais baratas (CDC e crédito consignado, por exemplo). Saber exatamente qual é a taxa de juro de cada produto financeiro é primordial para fazer as escolhas certas.

3. Venda coisas inúteis: venda ou doe objetos que você não usa há mais de dez meses. Tenha o hábito de abrir espaço para coisas novas, quando comprar outras. Doe para bibliotecas, asilos e instituições de caridade tudo que não tiver mais uso para você e não for possível vender. Seja simples. Não tem mais uso? Desfaça-se do bem. Quem sabe você pode ajudar alguém fazendo isso?

4. Lance mão da portabilidade: não pense duas vezes antes de usar a portabilidade de dívidas. Peça ajuda aos contadores. Exija sempre reciprocidade do banco onde você movimenta sua conta. Se os funcionários da agência não lhe dão a atenção que você acha que merece, troque de gerente, de agência ou até mesmo de instituição financeira. O gerente da sua conta é você. Fique esperto! Exija reciprocidade.

5. Arrume outra atividade para complementar sua renda: o mundo precisa e valoriza pessoas que resolvem problemas e entregam resultados concretos. Hoje, com a internet, barreiras espaciais e temporais diminuíram. Você pode construir gratuitamente um site oferecendo suas competências profissionais na rede. Pode ser que você não encontre demanda na sua cidade, mas pessoas com sua capacidade profissional podem ser procuradas numa cidade próxima ou em outro estado. Muitas atividades têm migrado para o meio digital. Você também pode dar aulas particulares em escolas ou prestar consultoria de temas que tenha experiência. Pesquise na internet e veja se pessoas com sua qualificação já oferecem esses serviços. Assim, você terá uma ideia concreta do que pode fazer para aumentar a sua renda.

6. Antecipe prestações sempre que puder: qualquer dinheiro que sobrar deve ser direcionado para antecipar prestações de empréstimos. Exija que o banco dê o desconto proporcional nas parcelas. Em caso de empréstimos maiores, como o crédito imobiliário, procure o suporte de um contador para verificar se o banco está cobrando os juros corretamente.

7. Invista na sua educação financeira: não saia atirando para tudo quanto é lado ao investir na sua educação financeira. Procure sites especializados, autores de referência e periódicos de renome. Leia os boletins emitidos pelas instituições financeiras com cuidado. Os bancos defendem o lado deles e não o dos consumidores. Procure associar-se a um Instituto de Defesa do Consumidor e acompanhe com frequência as páginas dos PROCONs e do Ministério Público na internet. Sempre há notícias de interesse concreto do consumidor e que ajudam a proteger o seu patrimônio.

(*) Lélio Braga Calhau é promotor de Justiça de defesa do consumidor do Ministério Público de Minas Gerais. Graduado em Psicologia pela UNIVALE, é Mestre em Direito do Estado e Cidadania pela UFG-RJ e Coordenador do site e do Podcast "Educação Financeira para Todos".

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