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Campo Grande, Terça-feira, 22 de Outubro de 2019

03/03/2019 08:12

Sociedade: a família também educa

Por Kellin Inocêncio (*)

 

 

Ao observarmos os processos históricos da educação brasileira compreenderemos alguns encaminhamentos educacionais e “sociais” que se conservam até a contemporaneidade. Um exemplo disso é a relação estabelecida entre escola e a sociedade.

Sim, essa relação persevera desde o surgimento da escola em solo brasileiro, caminhando conforme os interesses não somente políticos e econômicos, mas, igualmente, pelo cenário social.

No presente, nos deparamos com o discurso frenético de que a escola precisa trazer a família para adentrar os portões escolares e, na mesma perspectiva, a família deve, por sua própria responsabilidade, aproximar-se da instituição escolar.

De fato, essa relação na prática configura-se um tanto quanto desgastada e, a partir desse contexto, fica perceptível um “quase” pedido de socorro vindo pela maior parte dos docentes que atuam na educação básica brasileira: “Família, eduquem suas proles!”.

Essa situação quase que insustentável se dá pela inversão de valores estabelecidos pela própria sociedade que, equivocadamente, atribuiu para a escola a principal função de educar, indo além das questões cognitivas, de ensino e aprendizagem.

Para tanto, a escola se respalda legalmente em diversos contextos, um deles é a própria Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – nº 9394/1996 LDBEN, que apresenta em seu segundo artigo a partilha no ato de educar as crianças e jovens brasileiros, estabelecendo assim um significativo tripé envolvendo o Estado, a família e a sociedade.

Finalizando, tal situação nos permite uma reflexão intensa sob quais perspectivas estamos educando nossos filhos e transferindo a eles valores que, nem sempre, se adequam com as necessidades sociais contemporâneas.

Em contrapartida, a escola por sua vez, precisa compreender situações que vão muito além de diplomas docentes, livros didáticos ou planejamentos e metodologias específicas. Ela precisa chegar a desenvolver seu olhar humano e docente de fato, a fim de identificar a realidade, a sociedade e o núcleo familiar de seu aluno. Assim, a escola vai contribuir na formação integral desse cidadão.

(*) Kellin Inocêncio é professora do curso de Pedagogia do Centro Universitário Internacional Uninter.

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