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Campo Grande, Segunda-feira, 12 de Novembro de 2018

25/07/2012 13:30

Supermercados e feiras, por Ruy Sant’Anna

Por Ruy Sant’Anna (*)

A cruel realidade de quem se preocupa com a economia que só e apenas reage às gravidades, tem de ser reconhecida como falha na administração. Essa política reativa e que vive estribada na reação, já deveria ter mudado para a ação proativa.

A economia proativa é que interessa ao País e à Nação. Ao País quando se observa a economia nacional. À Nação quando as influências e consequências podem ajudar ou atrapalhar a vida das pessoas.

Não há necessidade de nenhuma ciência ou calculo mirabolante para vermos que o País vai cada vez mais rico, enquanto a sua população sofre aos trancos e barrancos.

Para qualquer questão que olharmos tem a ação reativa do governo central. Isso ocorre na agricultura, na pecuária, na indústria, no ensino, na segurança, na saúde, no emprego, no desemprego e por aí vai.

O governo não tem um programa nacional que possa atender às necessidades dos setores produtivos, serviços e anseios da população que são cada vez mais exigentes, porque os problemas acumulados são apenas remendados. Remendados pela reação que por ser urgente não tem o alcance da solução.

E isso é como passar o rodo sobre todas as pendências ligadas direta ou indiretamente à União. Estados e municípios são levados pelo rodo da imprevidência acumulada com a centralização federativa atrofiada e mandona.

Nenhum governo procurou acertar esse sapato alto e tamanco que dá descompasso à vida nacional.

Um exemplo que interessa a cada brasileiro está ligado à taxa de desemprego. No mês de fevereiro a taxa de desemprego estava em 5,7% e já na última aferição, em março, subiu para 6,2%. E tudo bem que essa taxa de 6,2% tenha sido um pouco menor que a do mesmo período do ano passado.

A questão é que vivemos no presente e os exemplos devem servir para se evitar a repetição ou agravamento de erros ou crises. O que não tem acontecido. Isso está em todos os problemas brasileiros.

Até a exagerada importância que o Planalto dá à política monetária ao invés de atentar mais para a fazendária e de planejamento atrapalha.

O Banco Central suga o Tesouro Nacional, e o governo perde poder de investimento. Até o PAC perde nessa, pois depende diretamente do Tesouro.

Queira Deus que a presidente Dilma redirecione sua política econômica. O governo tem que olhar e escrever os números sem o suor e lágrima do brasileiro.

O que faz o dia a dia e produz riquezas no País, não só para o governo, mas sobretudo para as áreas de serviço, agronegócio e toda a ação humana é a recuperação e proteção salarial da população. Nesta questão se agregam todas, todas as questões nacionais.

Para quem sobra dinheiro para viagens de férias ao interior e/ou exterior, obaaa. Palmas. Qualquer variação possível é sempre bem aceita.

Mas, esta abordagem é sobre a grande maioria brasileira. Portanto tudo o que se quer é locação em emprego com o governo cuidando para que não haja desvalorização salarial.

E que não seja esquecido outro fator de equilíbrio no País e na Nação: além de bonito, é muito mais importante que as pessoas tenham poder de compra real.

Que as pessoas não façam dos supermercados e feiras apenas locais de passeio ou encontro de amizades. Tem que se investir no povo e classe produtora. A autoestima elevada ajudará ao governo federal e a todos nós. Confiemos e recebam o meu bom dia, o meu bom dia pra vocês.

(*) Ruy Sant’Anna é advogado e jornalista.

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