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Política

Alvo de duas operações contra corrupção, empresário deixa a prisão pela 3ª vez

Lucas de Andrade Coutinho será monitorado com tornozeleira eletrônica

Por Aline dos Santos | 07/01/2026 11:27
Alvo de duas operações contra corrupção, empresário deixa a prisão pela 3ª vez
Empresário Lucas de Andrade Coutinho saindo da prisão em 2023 (Foto: Marcos Maluf/Arquivo)

Alvo das operações Turn Off e Fake Cloud, o empresário Lucas de Andrade Coutinho deixou a prisão pela terceira vez.

RESUMO

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O empresário Lucas de Andrade Coutinho, alvo das operações Turn Off e Fake Cloud, foi libertado pela terceira vez após decisão do juiz Evandro Endo, que concedeu liberdade provisória com uso de tornozeleira eletrônica e fiança de R$ 10 mil. A decisão, publicada em 18 de dezembro, também revogou a prisão preventiva de George Willian de Oliveira, outro indiciado. Ambos foram presos em 23 de outubro do ano passado, durante a operação Fake Cloud, que investigou um esquema de fraudes em contratações públicas na Prefeitura de Itaporã. O juiz argumentou que não há risco atual à ordem pública, considerando o tempo decorrido desde os fatos investigados. A Prefeitura esclareceu que as operações referem-se a gestões anteriores, sem relação com o atual prefeito.

O juiz da Vara Única de Itaporã, Evandro Endo, concedeu a liberdade provisória mediante uso de tornozeleira eletrônica, pagamento de fiança de R$ 10 mil (parcelada em até 10 vezes), comparecimento mensal em juízo e recolhimento domiciliar no período noturno.

A decisão foi publicada em 18 de dezembro. No dia seguinte, o magistrado também revogou a prisão preventiva do empresário George Willian de Oliveira, com uso de tornozeleira e fiança de R$ 10 mil.

“Ademais, a manutenção da prisão preventiva do requerente George, diante da revogação para outro indiciado em idêntica situação fático-processual, configuraria violação ao princípio da isonomia e ao direito à liberdade”, informa a decisão.

O magistrado destacou que não há contemporaneidade entre os fatos investigados e a prisão.

“Dessa forma, vejo que os fatos ocorreram há considerável lapso temporal (anos 2022 e 2023), sem notícia de reiteração delitiva ou qualquer elemento que indique risco atual à ordem pública ou à instrução criminal, não resistindo as anteriores suspeitas de continuidade delitiva, de modo que restou prejudicada a contemporaneidade da prisão cautelar”, afirma o juiz.

Lucas e George foram presos em 23 de outubro do ano passado, quando o Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) deflagou a Fake Cloud.

A investigação constatou a existência de um grupo criminoso que fraudava processos de contratação pública por dispensa de licitação, voltados ao fornecimento de licenças de sistemas de backup de dados em nuvem à Prefeitura de Itaporã.

Antes da Fake Cloud, Lucas já tinha sido preso por duas vezes na operação Turn Off, que investigou esquema de desvios da ordem de R$ 68 milhões dos cofres estaduais. George é dono de empresa de tecnologia. A reportagem não conseguiu contato com as defesas dos citados.

A Prefeitura de Itaporã informou que a operação refere-se exclusivamente a procedimentos administrativos ocorridos durante a gestão municipal de 2021 a 2024. Sem relação com o atual prefeito Tiago Carbonaro (PP).

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