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Campo Grande, Terça-feira, 22 de Outubro de 2019

09/04/2019 17:44

Após abertura de inquérito, secretaria de Turismo irá reunir-se com MPE

MPE investiga danos estruturais que comprometem a estabilidade e a preservação da construção, tombado como patrimônio histórico e cultural pelo município em 1986

Silvia Frias
Inquérito sobre Morada dos Baís é baseado em relatório da própria Sectur, de 2017 (Foto/Arquivo)Inquérito sobre Morada dos Baís é baseado em relatório da própria Sectur, de 2017 (Foto/Arquivo)

A investigação de danos ao prédio da Morada dos Baís será discutida amanhã, em reunião entre a secretária de Cultura e Turismo de Campo Grande, Melissa Tamaciro e as promotoras Andréia Cristina Perez e Luz Marina. O horário não foi divulgado.

Reportagem do Campo Grande News divulgou a abertura do inquérito civil pela 42ª Promotoria, investigação decorrente dos danos estruturais que comprometem a estabilidade e a preservação da construção, segundo a promotora Andréia Peres. O prédio não teria instalações elétricas adequadas, propiciando risco de incêndio.

O prédio foi tombado como patrimônio histórico e cultural pelo município em 1986. A Sectur informou, por meio de nota, que a manutenção fica ao encargo do Sesc, conforme termo de permissão de uso assinado em janeiro de 2019, entre a instituição e Executivo. O Plano de Conservação, questionado pela promotoria, estaria em levantamento, sob análise de custos orçamentários.

A secretaria disse que não recebeu a notificação do MPE (Ministério Público Estadual) e fará encaminhamentos necessários.

Riscos à estrutura – A promotora utiliza como base da investigação um relatório divulgado pela Sectur em 2017. O relatório discute a conservação de todos os bens tombados pelo município e foi elaborado pelo arquiteto e urbanista Eduardo Roberto Melo da Silva.

Vegetação próxima do prédio, uso que altera a configuração da casa, danos causados no forro em razão da instalação de iluminação cênica foram apontados. Além disso, a escada original estava interditada por riscos estruturais. O arquiteto também aponta inexistência de acessibilidade no interior, riscos para a cobertura causados por uma árvore de grande porte na entrada principal e riscos da iluminação cênica natalina.

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