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Cidades

Após fuga em Mossoró, Jamilzinho e Rios ficarão 2 dias totalmente reclusos

Ministro da Justiça suspendeu banhos de sol, visitas e atendimentos com advogados

Por Anahi Zurutuza | 15/02/2024 13:28
Policial penal na vigia da Penitenciária Federal de Mossoró (Foto: Senappen/Divulgação)
Policial penal na vigia da Penitenciária Federal de Mossoró (Foto: Senappen/Divulgação)

Após a fuga de dois presos do Presídio Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, portaria do Ministério da Justiça e Segurança Pública suspendeu banhos de sol, visitas sociais e de advogados em todas as unidades do Sistema Penitenciário Federal, incluindo a de Campo Grande (MS). Pente-fino também será feito nos estabelecimentos penais.

Conforme a portaria, as medidas valem para esta quinta-feira (15) e amanhã, dia 16. Também estão suspensas as atividades de assistência educacional, laboral e religiosa. Só os atendimentos emergenciais de saúde serão mantidos. Na unidade do interior do Rio Grande do Norte, dois condenados por crimes cometidos em Mato Grosso do Sul passarão os dois dias totalmente reclusos.

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, já havia determinado a revisão imediata de todos os protocolos de segurança nas cinco penitenciárias federais brasileiras. Os cinco presídios – Mossoró (RN), Catanduvas (PR), Campo Grande (MS), Porto Velho (RO) e Brasília (DF) – abrigam hoje os chefes das principais facções criminosas do país, como o Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, que está preso na Capital e Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, que deixou a unidade sul-mato-grossense no dia 10 de janeiro.

Ambos de cabeça baixa, Jamil Name Filho e Marcelo Rios durante julgamento em Campo Grande (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)
Ambos de cabeça baixa, Jamil Name Filho e Marcelo Rios durante julgamento em Campo Grande (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)

A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar as circunstâncias da fuga de Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento do presídio de Mossoró, unidade que abriga nome conhecido em Mato Grosso do Sul e apontado como chefe de milícia que executava desafetos no Estado, Jamil Name Filho. Também é interno na unidade o ex-guarda civil, Marcelo Rios, acusado de gerenciar a organização criminosa comandada por Jamilzinho.

Esta foi a primeira evasão da história do sistema federal de encarceramento. Segundo a Folha de S. Paulo, a principal suspeita até o momento é de que os dois presos tenham usado materiais de uma obra do pátio da penitenciária como instrumentos na ação. Ainda não há informações sobre se houve ajuda de policiais penais, de outros funcionários ou pessoas de fora. Fato é que houve falha na inspeção das celas. A fuga foi descoberta na manhã desta quarta-feira, dia 14.

O ministério informou ao jornal O Globo que 100 agentes federais, entre policiais e peritos foram enviados ao interior do Rio Grande do Norte para auxiliar nas investigações e na operação de recaptura.

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