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Blue Zone da COP15 revela grandeza de um mundo plural dentro de Campo Grande

Estrutura gigantesca precisou ser destacada para atender à demanda da zona internacional da ONU na Capital

Por Lucia Morel | 28/03/2026 09:38
Blue Zone da COP15 revela grandeza de um mundo plural dentro de Campo Grande
Marca da COP15 refletida em poça de água após chuva na Blue Zone. (Foto: Juliano Almeida)

Ocupando uma área correspondente a 4 campos de futebol e consumindo energia equivalente a 600 moradias, a Blue Zone da COP15 (15ª Conferência das Partes) da CMS (Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres), no Bosque Expo, em Campo Grande, revela a estrutura gigante que precisou ser destacada para atender à demanda da primeira zona internacional sob jurisdição da ONU (Organização das Nações Unidas) que foi montada na Capital.

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A Blue Zone da COP15, primeira zona internacional sob jurisdição da ONU em Campo Grande, ocupa área equivalente a 4 campos de futebol e consome energia similar a 600 residências. O evento, que reúne diariamente cerca de 2,5 mil pessoas, conta com estrutura completa, incluindo praça de alimentação que serve 6.750 refeições diárias. A segurança do evento é coordenada pela Polícia Federal, com 400 agentes diários e 75 seguranças privados. O local dispõe de sistema de tradução simultânea em quatro idiomas e acomoda a diversidade cultural dos participantes, incluindo sala de oração para muçulmanos. A estrutura e organização receberam elogios do Ministério do Meio Ambiente.

Em seis dias do evento, que encerra amanhã, 29, a movimentação diária de participantes, organizações, segurança e outros chega à média de 2,5 mil pessoas e todas elas revelam a riqueza cultural dos países que representam. Cabelos, roupas, sotaques evidenciaram a pluralidade. E até sala de oração para quem era muçulmano fazia parte da área.

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Milhares de rádios transmissores de comunicação interna permitiam que os participantes ouvissem as plenárias em português, francês, espanhol e inglês. E todos deviam ser devolvidos ao final dos trabalhos. Caso não fossem, eles eram recolhidos das mesas pelos voluntários ou equipe contratada, que eram pelo menos 700 ao dia.

Para atender a todos os envolvidos, foi montada uma praça de alimentação que, segundo a organização, foi responsável pela produção 6.750 refeições por dia.

Segurança - Mas a megaestrutura ainda contou com 400 agentes de segurança diários, fora o efetivo de 75 contratados através de empresa privada. E eles estavam por todos os lados, com armas, fones com rádio comunicador, viaturas, helicóptero. Nada fugia dos olhos atentos, principalmente na entrada da COP15, por onde quem entrava precisava passar os objetos pessoais em máquina de raio X e também por portal e revista corporal.

Blue Zone da COP15 revela grandeza de um mundo plural dentro de Campo Grande
Estrangeiros participantes e partes da CMS mostrando a riqueza cultural da COP15. (Foto: Juliano Almeida)

Toda essa estrutura foi elogiada pelo Ministério do Meio Ambiente e nesta semana a secretária-executiva adjunta da pasta, Anna Flávia de Senna Franco, parabenizou a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública). “O que temos observado até agora é a implementação de um plano de segurança conduzido de forma exemplar, com integração entre todos os órgãos”, afirmou.

E dentro desse serviço estão incluídos bombeiros, as Polícias Federal, Rodoviária, Militar e Civil, além de brigadistas privados e mesmo agentes de trânsito e Guarda Municipal. A Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) destacou cerca de 30 servidores para atuar na fiscalização dos ônibus que fazem o transporte das delegações.

“Nesse período, eles funcionam com rotas e horários como se fossem veículos do transporte urbano da cidade”, disse o diretor de transporte da agência, Henrique Matos.

Para ele, o momento é uma experiência inesquecível. “É um grande aprendizado participar de um evento internacional que nós nunca recebemos. Essa troca de informações com o grupo de trabalho da segurança está muito bem alinhada e vem sendo elogiada. É algo que podemos adotar em outras ações”, destacou.

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Policial federal com fones com rádio comunicador na segurança da COP15. (Foto: Juliano Almeida)

Todo o serviço ficou sob responsabilidade da PF (Polícia Federal) por meio da CASP (Coordenação da Área de Segurança Pública), com foco na gestão do trânsito local, no monitoramento de possíveis ameaças e na adoção de medidas preventivas no entorno da conferência. No interior do evento, a segurança permanece sob responsabilidade exclusiva da PF.

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