Indústria de Mato Grosso do Sul cresce o triplo da média brasileira no semestre
Produção estadual avançou 4,5% até junho e teve o quarto melhor desempenho entre os locais pesquisados

A produção industrial de Mato Grosso do Sul cresceu 4,5% no primeiro semestre de 2026, três vezes o avanço registrado pela indústria brasileira, de 1,5%. O resultado colocou o Estado na quarta posição entre os 18 locais pesquisados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na PIM Regional (Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional), divulgada nesta terça-feira (11).
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
A produção industrial de Mato Grosso do Sul cresceu 4,5% no primeiro semestre de 2026, três vezes mais que a média nacional de 1,5%, colocando o estado na quarta posição entre os 18 locais pesquisados pelo IBGE. Os biocombustíveis lideraram o avanço com alta de 23,3%, seguidos pela fabricação de alimentos, com 8,5%. No acumulado de 12 meses, porém, o estado registra queda de 6,1%.
Mato Grosso do Sul ficou atrás apenas do Espírito Santo, que registrou crescimento de 20,2%; de Pernambuco, com 10,9%; e do Rio de Janeiro, com 7,5%. Na sequência, aparecem Mato Grosso, com 4,1%; Rio Grande do Sul, com 3,6%; e Goiás, com 1,8%.
- Leia Também
- Da cana ao etanol de milho, bioenergia impulsiona nova era de crescimento em MS
- MS vende US$ 7,21 bilhões ao exterior e amplia superávit em 17,8%
As atividades agroindustriais alavancaram o desempenho sul-mato-grossense. O maior crescimento no semestre veio do segmento de biocombustíveis, com alta de 23,3% em relação ao acumulado de janeiro a junho do ano passado. Já a fabricação de produtos alimentícios avançou 8,5% na mesma comparação.
Em contrapartida, a produção de celulose, papel e produtos de papel caiu 2,4% no primeiro semestre. As indústrias extrativas, que abrangem atividades como a mineração, apresentaram retração de 12,8%.
Resultado em 12 meses ainda é negativo
Mesmo com a alta no semestre, a produção industrial de Mato Grosso do Sul acumula queda de 6,1% nos 12 meses encerrados em junho. Nesse recorte, o Estado ficou na 17ª posição do levantamento, à frente apenas do Rio Grande do Norte, que registrou retração de 9,4%.

