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Interior

Casal preso com bebê no Paraguai será transferido para presídios de Ponta Porã

Alex Melo de Abreu e Suzilaine aguardam encaminhamento após audiência de custódia

Por Bruna Marques e Helio de Freitas, de Dourados | 11/08/2026 09:16
Casal preso com bebê no Paraguai será transferido para presídios de Ponta Porã
Alex e Suzilaine presos no Paraguai pelo sequestro da bebê (Foto: Divulgação)

O casal preso após ser encontrado com a bebê de 28 dias, supostamente sequestrada em Campo Grande e resgatada em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, deverá ser transferido para unidades prisionais de Ponta Porã, a 313 quilômetros da Capital.

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Casal preso após ser encontrado com bebê de 28 dias, supostamente sequestrada em Campo Grande e resgatada no Paraguai, será transferido para presídios de Ponta Porã. Alex Melo de Abreu e Suzilaine aguardam encaminhamento após audiência de custódia. A bebê está em abrigo local à espera de decisão judicial sobre retorno à Capital. A DEPCA segue investigando o caso, enquanto Alex, foragido, tinha condenação por homicídio no Amazonas.

Conforme apurado pelo Campo Grande News, Alex Melo de Abreu e Suzilaine permanecem na delegacia de Ponta Porã. Após a audiência de custódia, as autoridades comunicaram ao juízo do município a prisão dos dois, e eles deverão ser encaminhados para presídios da cidade.

Equipes da DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), responsável pela investigação do desaparecimento da recém-nascida em Campo Grande, estão em Ponta Porã acompanhando os procedimentos e os desdobramentos do caso.

A bebê, por sua vez, continua sob responsabilidade das autoridades de proteção. Após passar por avaliação médica, ela foi acolhida em um abrigo de Ponta Porã e aguarda decisão da Vara da Infância e Juventude sobre a transferência para Campo Grande.

Conforme informado pelo Conselho Tutelar, caso a Justiça autorize o retorno, a SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social) ficará responsável pelo transporte da criança até a Capital. Em Campo Grande, a menina deverá passar por nova avaliação, assim como seus familiares, antes que a Vara da Infância e Juventude defina com quem ela ficará.

A decisão também deverá considerar informações reunidas durante a investigação da DEPCA, que ainda busca esclarecer as circunstâncias do desaparecimento da criança, a atuação dos suspeitos e a possível participação de outras pessoas.

A reportagem tentou contato, na manhã desta terça-feira, com o pai e a avó materna da bebê para saber se eles conseguiram ir até Ponta Porã para ver a criança ou se receberam alguma informação da polícia. No entanto, as mensagens e ligações não foram atendidas.

Casal preso com bebê no Paraguai será transferido para presídios de Ponta Porã
Bebê saindo do consulado brasileiro no Paraguai onde foi repatriada (Foto: Divulgação)

Resgate – A recém-nascida foi localizada por volta da 1h15 de domingo (9), em uma residência de Pedro Juan Caballero. No imóvel estavam Alex Melo de Abreu e Suzilaine, presos em flagrante pelas autoridades paraguaias.

O rastreamento de sinais telefônicos foi um dos pontos de partida para que as forças de segurança chegassem ao endereço onde a criança era mantida. A operação foi conduzida pela procuradora Sandra Díaz, em conjunto com o Comando Bipartite e agentes do Ministério Público paraguaio, em cumprimento a mandado expedido pelo juiz criminal Álvaro Justo Rojas Almirón.

Durante a ação, além da prisão do casal, foram apreendidos aparelhos celulares, documentos e um veículo Lifan azul. Depois do resgate, a menina foi encaminhada ao Hospital Regional de Pedro Juan Caballero para avaliação médica.

Segundo o relatório das autoridades, no momento em que foi encontrada, a bebê não estava com registro civil, certidão de nascimento ou CPF.

Após os procedimentos no Paraguai, Alex e Suzilaine foram expulsos do país e entregues à PF (Polícia Federal), em Ponta Porã, na tarde de domingo.

Desaparecimento – A bebê havia desaparecido na quinta-feira (7), em Campo Grande. Conforme registrado em boletim de ocorrência, a mãe da criança, uma adolescente de 17 anos, teria conhecido uma mulher pela internet ainda durante a gestação.

Segundo o relato feito à polícia, a mulher teria se aproximado da adolescente com a promessa de realizar um ensaio fotográfico e, posteriormente, oferecido R$ 100 para que a jovem cuidasse de uma criança.

A mãe da bebê e a irmã dela, de 13 anos, foram até uma residência ligada à mulher. Durante a madrugada, as duas teriam sido deixadas sem a recém-nascida nas proximidades de uma área de mata, na região da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Bairro Universitário.

A partir da comunicação do desaparecimento, a Polícia Civil, por meio da DEPCA, iniciou as buscas com apoio de equipes especializadas e forças de segurança da região de fronteira. O Ministério da Justiça e Segurança Pública também acionou o Alerta Amber para ampliar a divulgação do desaparecimento e auxiliar na localização da menina.

No sábado (8), antes do resgate no Paraguai, um homem que não teve o nome divulgado foi preso por uma equipe do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), que presta apoio à DEPCA nas investigações.

Ele seria proprietário de uma residência que teria sido emprestada a um conhecido e supostamente utilizada para esconder a criança. Familiares do homem afirmaram que ele conhecia um dos suspeitos, mas que não sabia para qual finalidade o imóvel seria usado.

Antecedentes – Conforme as informações reunidas durante a ocorrência, Alex usava documento falso e estava foragido da Justiça. Contra ele havia mandado de prisão expedido pelo Tribunal de Justiça do Amazonas em razão de condenação a 11 anos e seis meses de prisão por homicídio.

O caso que resultou na condenação ocorreu em fevereiro de 2022, em Apuí, no Amazonas, quando uma adolescente de 16 anos morreu após ser atropelada. Alex também possui registros policiais por outros crimes.

A investigação da DEPCA continua para esclarecer como a bebê foi retirada de Campo Grande, qual foi o percurso feito até o Paraguai e qual teria sido a participação de cada pessoa envolvida no caso.

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