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Brasil começa a produzir vacina russa neste ano e terá prioridade no recebimento

Vacina contra Covid-19 começará ser produzida em dezembro e país é "absolutamente prioritário" para o recebimento

Por Roberta Jansen e Matheus Andrade | 19/10/2020 14:07
Vacina da Covid-19 na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Foto: Marcos Maluf)
Vacina da Covid-19 na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Foto: Marcos Maluf)

O Brasil deve começar a produzir em larga escala, já em dezembro, doses da vacina russa contra a covid-19, Sputnik V. O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 19, em coletiva de especialistas e autoridades russas. A farmacêutica responsável é a União Química.

Os russos informaram que já começaram a transferir tecnologia para os brasileiros, mas que leva alguns meses para preparar para uma produção em larga escala. Como se trata de uma emergência, o processo está sendo feito de forma acelerada e deverá estar concluído em dezembro.

India, Coreia do Sul e China são outros três países que, ao lado do Brasil, vão produzir a vacina russa em larga escala. Na Índia, a produção já começa em novembro. Segundo os russos, em todos os testes feitos na Rússia até agora não houve a constatação de nenhum efeito colateral grave. Os únicos efeitos notados foram febre, mal estar passageiro e dor no local da injeção.

Ainda segundo o Instituto Gamaleya, desenvolvedor da vacina, o imunizante garante imunidade de até dois anos contra o novo coronavírus.

Prioridade - O Brasil é o país "absolutamente prioritário" para recebimento da vacina russa contra a covid-19, a Sputinik V, afirmou nesta segunda-feira, 19, Kirill Dmitriev, CEO do Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF, na sigla em inglês), que financiou os estudos do imunizante.

Em pronunciamento voltado à América Latina, o CEO do RDIF apontou que a vacina experimental está em fase de realização de estágios clínicos no Brasil, mas que espera aprovação "em breve". "A vacina provou 100% de eficácia", garantiu Dmitriev. "Uma pequena porcentagem de pessoas pode ter febre, mas até agora não tivemos complicações graves", acrescentou.

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