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Capital

Queda na curva da covid não significa que pandemia acabou, diz secretário

MS entra para lista de estados com queda na curva da covid, mas autoridades alertam que pandemia não acabou e números podem subir

Por Paula Maciulevicius Brasil e Liniker Ribeiro | 17/10/2020 12:35
Secretário de saúde, José Mauro Filho comentou sobre queda dos casos de covid durante lançamento da campanha de multivacinação. (Foto: Kísie Ainoã)
Secretário de saúde, José Mauro Filho comentou sobre queda dos casos de covid durante lançamento da campanha de multivacinação. (Foto: Kísie Ainoã)

Depois de Mato Grosso do Sul voltar a aparecer na lista de estados onde a curva dos números de novos casos e mortes provocadas pela covid-19 apresentou queda, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) alerta que a pandemia não acabou e que por se tratar de uma doença nova, os números podem voltar a subir.

Durante lançamento do Dia D, da campanha de multivacinação, na Unidade Básica de Saúde Familiar do Bairro Sírio Libanês, em Campo Grande, o secretário de Saúde José Mauro Filho e a superintendente de Vigilância em Saúde, Veruska Lahdo, comentaram sobre o coronavírus.

"É uma doença nova, jamais vista, acreditamos na queda, no entanto, pode existir um novo aumento. O vírus pode chegar a comunidades que ainda não pegaram e ainda há a reinfecção que pode acontecer", ressaltou o secretário.

Superintendente de Vigilância em Saúde, Veruska Lahdo fala que o alerta deve continuar e que ainda estamos em pandemia. (Foto: Kísie Ainoã)
Superintendente de Vigilância em Saúde, Veruska Lahdo fala que o alerta deve continuar e que ainda estamos em pandemia. (Foto: Kísie Ainoã)

Reinfecção que já pode estar ocorrendo, conforme noticiado pelo Campo Grande News, nove casos suspeitos de reinfecção estão sendo monitorados. São pessoas que tiveram poucos ou não apresentaram nenhum sintoma da doença. As amostras foram enviadas para análise do Ministério da Saúde.

Segundo a superintendente, apesar da queda no número de óbitos, a população deve continuar em alerta.

"Não somos diferentes de outros países, nem de outros municípios, podemos voltar a ter aumento no número de casos, por isso mantemos nossas unidades fazendo coletas e realizando ações. A pandemia não acabou, claro que está em número menor, tem queda no número de óbitos, mas a gente continua em alerta e a população deve continuar também", ressaltou.

Quanto à "imunidade de rebanho" que seria o estímulo à imunidade coletiva ou de grupo, como forma de combate ao novo coronavírus, ou seja, quanto mais pessoas contraírem a doença, maior o número de quem estará também “imunizado”, José Mauro fala que esta é uma "teoria", mas "política pública não se baseia em teoria e sim em estatísticas", e prefere reforçar as orientações de medidas de higiene.

"A questão das medidas de higiene da população que precisam ser reforçadas, lavar as mãos, uso de máscara e álcool em gel, até que se surja uma vacina. Em Campo Grande serão testadas duas até dezembro e esperamos que até o início do ano tenhamos disponível para a população", finalizou.

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