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Cidades

Casos de síndrome respiratória tendem a aumentar em crianças

Em quem tem de 0 a 4 anos, o principal causador da SRAG é o vírus sincicial respiratório (VSR)

Lucia Morel | 05/03/2022 09:03
Criança sendo vacinada contra covid-19 em Campo Grande. (Foto: Kísie Ainoã)
Criança sendo vacinada contra covid-19 em Campo Grande. (Foto: Kísie Ainoã)

A tendência de casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) em Mato Grosso do Sul e em Campo Grande é de queda para as próximas semanas, segundo o boletim Infogripe da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). A previsão vale para as faixas etárias a partir dos 12 anos de idade.

Já entre as crianças de 0 a 11 anos, a tendência é de aumento, sendo que nas síndromes respiratórias em quem tem de 0 a 4 anos, o causador é o vírus sincicial respiratório (VSR) e nas de 5 a 11, o Sars-cov, causador da covid-19.

“Dados laboratoriais preliminares sugerem que, no grupo de 0-4 anos, isso possa estar associado à interrupção da queda nos casos associados ao vírus sincicial respiratório (VSR). Já na faixa etária de 5-11 anos, os dados laboratoriais preliminares sugerem interrupção de queda nos resultados positivos para SARS-CoV-2 (covid-19), diferentemente do que se observa nos demais grupos etários”, ressalta o boletim.

O documento indica que Mato Grosso do Sul mais 23 estados brasileiros apresentam sinal de queda na tendência de longo prazo em casos de SRAG e o mesmo ocorre em Campo Grande, apesar de a transmissão comunitária ainda continuar alta.

O coordenador do InfoGripe, pesquisador Marcelo Gomes, destaca que neste momento em que as crianças ainda não completaram o ciclo de vacinação contra a covid-19, o risco para elas é relativamente mais alto, ainda que os casos na população em geral estejam diminuindo.

"Em função disso, é importante que os responsáveis levem suas crianças para os postos de vacinação e estejam atentos à data para a segunda dose", disse. Além disso, ele chamou a atenção para da importância de toda a população manter cuidados básicos, como o uso de boas máscaras, principalmente, em ambientes internos como lojas, mercados, salas de aula e transporte público, por exemplo, e evitar locais com muita gente.

"Isso também vai ajudar a proteger de outros vírus respiratórios que são causa importante de internações em crianças pequenas, como é o caso do vírus sincicial respiratório. A vacinação da população adulta diminuiu radicalmente o risco de casos graves, mas a epidemia ainda está presente”, pondera.

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