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Cidades

Cinco cidades de MS entram em estado de alerta por infestação do Aedes aegypti

Levantamento do Governo monitora incidência que permite direcionamento de ações mais eficazes

Por Judson Marinho | 13/04/2026 19:43
Cinco cidades de MS entram em estado de alerta por infestação do Aedes aegypti
Vigilantes sanitários fazendo trabalho fiscalizatório em Mato Grosso do Sul (Foto: Divulgação / SES)

Levantamento da SES (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul) colocou cinco municípios em estado de alerta máximo para infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya.

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A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul colocou cinco municípios em alerta máximo para a infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Segundo o levantamento LIRAa de janeiro de 2026, Rio Negro, Paranhos, Eldorado, Terenos e Santa Rita do Pardo apresentam alto risco de surtos. A capital, Campo Grande, está em médio risco. As autoridades recomendam a intensificação imediata das ações de controle e a colaboração da população na limpeza.

Os dados fazem parte do primeiro ciclo de 2026 do LIRAa (Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti), realizado em janeiro, e apontam um cenário de atenção em diversas regiões do Estado.

Entre os municípios com alto risco elencados como de índice superior a 4, estão Rio Negro (8,80), Paranhos (8,20), Eldorado (7,00), Terenos (6,20) e Santa Rita do Pardo (6,00). Segundo a SES, essas cidades exigem resposta imediata das autoridades para evitar surtos e epidemias.

Outros municípios também preocupam, como Maracaju (4,90), Vicentina (4,60) e Naviraí (4,10), que permanecem em situação de alerta e demandam intensificação das ações de combate ao mosquito.

Na faixa de médio risco, com índices entre 1 e 3,9, estão cidades como Anaurilândia (3,90), Água Clara (3,70), Ponta Porã (3,70) e Bataguassu (3,50). Campo Grande também aparece nesse grupo, com índice de 1,40, indicando a necessidade de manter e reforçar as ações de vigilância.

Mesmo municípios que registraram índice zero, como Chapadão do Sul e Jaraguari, devem manter atenção.

A SES alerta que os dados precisam ser analisados com cautela e comparados a outros indicadores, como o monitoramento por ovitrampas, para evitar falsa sensação de segurança.

Cinco cidades de MS entram em estado de alerta por infestação do Aedes aegypti
Larvas encontradas em água parada durante ação de fiscalização (Foto: Divulgação / SES)

De acordo com a secretária de Saúde em exercício, Crhistinne Maymone, os índices servem como alerta para ações imediatas.

“Os municípios em médio e, principalmente, em alto risco precisam intensificar imediatamente as ações de controle. Esses números indicam maior probabilidade de surtos, e o enfrentamento precisa ser rápido e contínuo”, afirmou.

O gerente estadual de Combate às Arboviroses, Márcio Luiz de Oliveira, destacou que o monitoramento permite direcionar ações mais eficazes. Segundo ele, o período atual favorece a proliferação do mosquito, exigindo atenção redobrada.

A SES reforça que a participação da população é fundamental no combate ao Aedes aegypti. Medidas simples, como eliminar recipientes que acumulam água e manter quintais limpos, são essenciais para conter a proliferação.

De acordo com o Governo do Estado, um novo ciclo do LIRAa será realizado nas últimas semanas de maio, quando os índices serão atualizados e novas estratégias poderão ser adotadas para enfrentar o mosquito no Estado.