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Cidades

Com ameaça de morte e vídeo de "ritual", grupo extorquia sul-mato-grossense

Integrantes de quadrilha foram alvos de ordens judiciais em Rondônia e no Distrito Federal

Por Ana Paula Chuva | 24/04/2026 06:31
Com ameaça de morte e vídeo de "ritual", grupo extorquia sul-mato-grossense
Imagem ilustrativa de mulher mexendo no celular (Foto: Paulo Francis | Arquivo)

Suspeitos de integrarem quadrilha que extorquiu uma sul-mato-grossense usando o nome de uma seita foram investigados em operação deflagrada pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul). Os envolvidos tiveram mandados de prisão e de busca cumpridos em Rondônia e no Distrito Federal. A ação aconteceu na quinta-feira (23).

RESUMO

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Suspeitos de extorsão usando o nome da seita Illuminati foram alvos de operação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul. Mandados de prisão e busca foram cumpridos em Rondônia e no Distrito Federal. O grupo se apresentava como membros da seita, usava números estrangeiros e cobrava taxas de filiação, prometendo benefícios financeiros. Ao tentar sair, a vítima sofreu ameaças de morte. O dinheiro era convertido em criptoativos.

De acordo com o MP, a operação chamada Iluminati foi deflagrada após a vítima procurar a polícia para registrar a extorsão que começou em maio de 2023. Conforme o relato, os integrantes do grupo criminoso se apresentam como membros da seita com o mesmo nome da ação, supostamente sediada na Califórnia, nos Estados Unidos.

Os suspeitos usavam números de telefone estrangeiros e uma linguagem de suposta “fraternidade”. Com isso, induziram a vítima a realizar o pagamento de taxas de iniciação, manutenção e cancelamento da filiação à religião. O grupo também prometeu benefícios financeiros à mulher.

Quando ela percebeu que estava sendo vítima de golpe e tentou se desligar da seita, sofreu ameaças de morte  e de divulgação de vídeo gravado durante suposta cerimônia de iniciação, caracterizando a extorsão.

Ainda segundo o MP, o dinheiro exigido pelos criminosos era transferido para contas bancárias dos próprios integrantes do esquema, mantidas em instituições tradicionais. Depois de um tempo, era convertido em criptoativos por meio de troca internacional.

Os suspeitos foram identificados por meio das chaves pix, dados cadastrais em bancos, registros telefônicos, biometria facial e pesquisa em fontes abertas.

O grupo então passou a ser investigado e por intermédio da UICC (Unidade de Combate aos Crimes Cibernéticos) e da 16ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, foram cumpridos dois mandados de prisão e mais dois de busca e apreensão em Rondônia e no Distrito Federal.

Durante a ação, foram apreendidos celulares e outros dispositivos eletrônicos que serão periciados. A operação contou com o apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Distrito Federal e dos Territórios e da Polícia Civil de Rondônia.

Alerta

Com o aumento de golpes praticados no ambiente digital, o MPMS, recomenda que a população não efetue pagamentos, mantenha conversas e comprovantes em caso de qualquer abordagem suspeita. Além disso, procure a polícia imediatamente para registrar o boletim de ocorrência.

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