Excesso de energia leva ONS a cortar produção de usinas solares
Plano emergencial será usado pela primeira vez para evitar desequilíbrio no sistema elétrico
ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) vai acionar pela primeira vez, neste domingo (6), plano emergencial para reduzir a geração de energia elétrica no País devido ao excesso de oferta. A medida ocorrerá entre 10h e 14h, atingirá principalmente pequenas usinas solares ligadas às redes de distribuição.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acionou pela primeira vez um plano emergencial para reduzir a geração de energia elétrica no País devido ao excesso de oferta previsto para este domingo (7), entre 10h e 14h. A medida atinge principalmente pequenas usinas solares e inclui áreas da Energisa MS. O plano, aprovado pela Aneel em novembro de 2025, envolve 12 distribuidoras que concentram 80% da potência instalada das usinas sem gestão centralizada.
O objetivo é evitar desequilíbrios no sistema e reduzir o risco de interrupções no fornecimento.
Além de Mato Grosso do Sul, outros 11 estados vão participar da suspensão programada, conforme a confirmação das distribuidoras CPFL Paulista, Cemig, Copel, Celesc, EDP Espírito Santo, Energisa MT/MS, Equatorial GO, Neoenergia Coelba, Neoenergia Elektro, Neoenergia Pernambuco e RGE. Juntas, elas concentram cerca de 80% da potência instalada das chamadas usinas Tipo III, grupo formado por empreendimentos sem gestão centralizada pelo operador.
O mecanismo entrou em vigor após o operador concluir que os cortes tradicionais nas usinas sob sua coordenação não seriam suficientes para equilibrar a rede. Com a previsão de baixo consumo no domingo e elevada produção de energia solar, o sistema poderá receber mais eletricidade do que a demanda necessária.
Segundo o ONS, a combinação entre baixa atividade econômica típica dos fins de semana e condições favoráveis à geração fotovoltaica amplia o risco de sobrecarga operacional. Nesses casos, equipamentos de proteção podem desligar trechos da rede automaticamente para preservar a estabilidade do sistema.
A medida utiliza o Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição, aprovado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) em novembro de 2025. Esta é a primeira vez que o instrumento é colocado em prática.
O plano permite que distribuidoras reduzam a produção de pequenas centrais hidrelétricas, usinas a biomassa, parques eólicos de menor porte e, principalmente, sistemas solares que não possuem controle direto do operador nacional.
O ONS monitora o sistema com até sete dias de antecedência e informa às distribuidoras a necessidade de restrição. As concessionárias definem quais empreendimentos terão a geração reduzida, seguindo critérios que priorizam usinas com maior previsão de produção e um sistema de rodízio para evitar prejuízos recorrentes aos mesmos geradores.


