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Cidades

Com risco de "colapso de saúde" na região Sul, MS tem 497 internados por covid

Entre a terça-feira de Carnaval e hoje, foram seis óbitos por covid registrados; mesmo assim, internações tiveram aumento de 10%

Por Guilherme Correia | 17/02/2021 11:08
Leito hospitalar em unidade de saúde no Mato Grosso do Sul (Foto: Arquivo)
Leito hospitalar em unidade de saúde no Mato Grosso do Sul (Foto: Arquivo)

Com 6 mortes e 574 infectados inseridos em boletim epidemiológico divulgado nesta quarta-feira, Mato Grosso do Sul chega a 172 mil casos acumulados e 3.166 óbitos por covid-19 desde o início da pandemia. Além disso, há 497 pessoas internadas com coronavírus, um aumento de 10% em comparação a sete dias atrás.

Conforme o documento, Campo Grande fechou com 79% de lotação das unidades de terapia intensiva. Dourados, maior município do interior do Estado, tem ocupação de 85% dessas unidades.

Ao dizer que o governo estadual pode "arcar" com a estrutura de saúde no município douradense, o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, ressalta que é necessário o repasse de informações por parte da gestão Alan Guedes (DEM). "Não podemos deixar de faltar leitos em Dourados. Nos preocupa muito porque abrimos leitos de UTI em Ponta Porã, Naviraí, Nova Andradina, que fazem parte dessa macrorregião", diz Resende.

Certamente essa abertura de leitos propiciou de Dourados não ter um colapso de saúde. Se não abrirmos, vamos ter de encaminhar pacientes para a macrorregião de Três Lagoas", completa.

Conforme boletim, as mortes inseridas no banco de dados eram de Campo Grande (3), Corumbá, Fátima do Sul e Coronel Sapucaia, e tinham entre 56 a 71 anos. Clique aqui para acessar o boletim completo.

Carnaval - Os dias de Carnaval têm apresentado leve redução nos casos e mortes pela doença em Mato Grosso do Sul. Entre sexta-feira e hoje, por exemplo, foram 76 registros de vítimas, ao passo em que no mesmo período, na semana passada, foram 86. Uma redução de mais de 13%.

Em dias normais, os fins de semana e feriados sempre apresentaram números mais baixos do que os demais dias. Isso acontece devido ao repasse de informações, que partem do estabelecimento de saúde para as secretarias municipais, e só aí chegam para a SES (Secretaria Estadual de Saúde).

Em transmissão feita na manhã de hoje, titular da pasta reforçou a importância das medidas protetivas contra o vírus durante os dias de ponto facultativo associados ao Carnaval. "Pedimos que todos possam continuar fazendo isolamento domiciliar, uso de máscaras, uso das regras já tão divulgadas de higiene, do álcool em gel, álcool 70%", recomenda.

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