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Cidades

Com shoppings fechando às 16h, campo-grandense vai ter de mudar hábitos de lazer

Clientes questionam medida, mas alguns dizem que as restrições são necessárias para conter avanço da covid

Por Silvia Frias e Bruna Marques | 14/03/2021 15:45
Tarde movimentada nas últimas horas de funcionamento do shopping (Foto: Paulo Francis)
Tarde movimentada nas últimas horas de funcionamento do shopping (Foto: Paulo Francis)

Um dos passeios preferidos do campo-grandense, os shoppings estão na lista dos serviços que deverão ser fechados a partir das 16h, aos sábados e domingos. Quem ainda usufruía das últimas horas de funcionamento hoje já se programava para os próximos fins de semana, alguns, em dúvida da eficácia da medida.

Muita gente passeava pelos corredores do Shopping Campo Grande esta tarde, poucas horas antes do fechamento determinado pelo decreto estadual. Pela norma, aos finais de semana, das 5h às 16h, podem funcionar comércio em geral, como bares, restaurantes e shoppings. Depois, serão permitidos serviços essenciais até 20h.

Ludmilla tem dúvidas da eficiência da medida (Foto: Paulo Francis)
Ludmilla tem dúvidas da eficiência da medida (Foto: Paulo Francis)

A empresária Ludmilla Kalita Souza Alves, 24 anos, tem hábito de ir a shopping pelo menos duas vezes por mês, principalmente aos domingos. “Para mim essa medida é meio duvidosa, mas, ao mesmo tempo que é ruim, a gente sabe que se não tiver medida, as pessoas não respeitam”.

Apesar de entender as restrições sanitárias, acredita que os shoppings não são problema na equação. “Eu acho que isso depende muito do lugar”, acrescendo que fica penalizada com o fechamento dos bares. Agora, até o fim das restrições, acredito que é preciso se programar para ir mas cedo. “Não tem o que fazer”.

O autônomo Claudionor Alves Lisboa, 31 anos, acredita que a restrição é inócua. “Quer dizer

Amanda ligou para saber horário de funcionamento do parquinho (Foto: Paulo Francis)
Amanda ligou para saber horário de funcionamento do parquinho (Foto: Paulo Francis)

que até 16h não transmite covid?”, questionou. Para ele, o fechamento das atividades comerciais é tentativa de resolver problema e “gerar outro muito maior”, referindo-se à crise econômica, um dos principais argumentos do setor empresarial para as regras de biossegurança. “Para mim é medida mascarada, é como se falassem ‘vamos fazer de conta que estamos tomando providências’”.

No parquinho instalado no estacionamento, a vendedora Amanda Cristina Nascimento, estava com os 2 filhos e a mãe, aproveitando as últimas horas de diversão no local. “A gente veio porque as crianças estão cansadas de ficar em casa, mas a gente queria um lugar que não fosse tão cheio”.

Amanda analisou que a medida é complicada, mas, necessária. “É a melhor opção, os casos estão ficando cada vez piores”. A vendedora diz que a opção é adequar os horários e se programar de acordo com as restrições impostas.

Na entrada do estabelecimento, clientes tem temperatura aferida e, na praça de alimentação, foram estabelecidas medidas de distanciamento.

Movimentação no fim de tarde de domingo (Foto: Direto das Ruas)
Movimentação no fim de tarde de domingo (Foto: Direto das Ruas)


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