Conselho não comenta vídeo de psicóloga sobre criança "psicopata"
Parte do público que assistiu em rede social defende a exposição como necessária para alertar a sociedade
Vídeo publicado pela neuropsicóloga Janaína Lobo, no qual relata o atendimento a uma criança com sinais de psicopatia, tem repercutido nas redes sociais e dividido opiniões. Enquanto parte do público defende a exposição como necessária para alertar a sociedade, outros classificam o conteúdo como infração ética.
RESUMO
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O Conselho Regional de Psicologia de Mato Grosso do Sul decidiu não se manifestar sobre o caso da neuropsicóloga Janaína Lobo, que publicou vídeo relatando atendimento a uma criança com sinais de psicopatia. A entidade informou que retomará suas atividades apenas em janeiro de 2026. O caso gerou polêmica nas redes sociais, dividindo opiniões entre aqueles que defendem a exposição como alerta à sociedade e os que consideram o conteúdo uma infração ética. A profissional afirma que não é possível identificar a família ou a criança mencionada no relato.
Apesar da polêmica, o CRP (Conselho Regional de Psicologia) de Mato Grosso do Sul informou que não pretende se manifestar sobre o caso neste momento. Vale destacar que não se diagnostica casos de psicopatia antes da vida adulta e crianças com sinais antissociais são tratadas como "traços".
Em nota enviada ao Campo Grande News, a entidade afirmou que “nenhuma manifestação pública nos cabe neste momento, visto que temos procedimentos preestabelecidos muito rigorosos e cuidadosos com a profissão”.
O comunicado esclarece ainda que as atividades do conselho serão retomadas apenas em 4 de janeiro de 2026, quando poderão ser analisadas eventuais denúncias ou reclamações relacionadas ao episódio. “Todas as denúncias recebidas pelo CRP14/MS são apuradas de acordo com os preceitos legais da autarquia federal, assegurados o contraditório e a ampla defesa ao acusado ou acusada”, destaca a nota.
Na rede social onde o vídeo foi publicado, assim como nos comentários da página do Campo Grande News, há manifestações de apoio à divulgação, com elogios à profissional. Por outro lado, críticos afirmam que o conteúdo é antiético e passível de denúncia ao conselho de classe. Nos comentários, Janaína Lobo afirma que atende pacientes de todo o Brasil e sustenta que não é possível identificar a família ou a criança mencionada no relato.
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