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Corumbá decide suspender, mas Três Lagoas volta com aulas presenciais

A volta das aulas em formato híbrido no interior foi discutida em reunião e cidades estão divididas

Por Ana Paula Chuva | 26/02/2021 16:28
Aluno durante aulas remota no ano passado. (Foto: Kisiê Ainoã | Arquiovo)
Aluno durante aulas remota no ano passado. (Foto: Kisiê Ainoã | Arquiovo)

O retorno das aulas presenciais nas escolas públicas tem sido muito debatido nas últimas semanas e o tema dividiu os municípios de Mato Grosso do Sul. Enquanto há cidade que já retornou no modelo híbrido, algumas pretendem manter o ensino online por mais algum tempo.

Na terça-feira (23), uma reunião foi realizada na Assomasul(Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul)  para discutir volta nas redes municipais de ensino nas cidades do interior.  A maioria dos prefeitos, na ocasião decidiu manter o sistema online por mais 30 dias e só então definir se haverá o retorno presencial.

Mas algumas cidades decidiram optar pela volta antes, como Três Lagoas, a 323 quilômetros da Capital. No Município, de acordo com o site Perfil News, as aulas em sistema híbrido voltam já na próxima segunda-feira (1°).

Segundo a secretária de Educação e Cultura de Três Lagoas, Angela Brito, a volta dos alunos  será de forma híbrida ou totalmente remota de acordo com a decisão de pais ou responsáveis pelos estudantes. Um documento foi enviado para que pudessem escolher.

“Optamos em oferecer aos pais os dois formatos e eles assinaram um documento informando por qual escolheriam para que as escolas pudessem se organizar para receber suas turmas seguindo todas as medidas de biossegurança”, disse Angela.

Para a volta a Semec (Secretaria Municipal de Educação e Cultura) elaborou um plano de biossegurança e formou equipe em todas as escolas para que as medidas fossem atendidas nas aulas presenciais.

Por outro lado, a cidade de Corumbá, distante 429 quilômetros de Campo Grande, decretou nesta sexta-feira (26), a suspensão das aulas presenciais na rede municipal até 1º de junho. As escolas começam no dia 1º março apenas com ensino remoto.

De acordo com o site Diário Corumbaense, a previsão era que as atividades fossem avançando de forma progressiva para as aulas presenciais, no entanto o colegiado formado para discutir o assunto orientou que no atual contexto da pandemia era necessário prorrogar a suspensão.

Capital- Em Campo Grande  decreto suspendeu as aulas presenciais na rede municipal até julho. As aulas em formato remoto começaram no dia 8 de fevereiro. Mas, segundo a Semed (Secretaria Municipal de Educação), eles estão trabalhando para antecipar a data para volta desde que seja feito de maneira segura para alunos e servidores.

Reunião de prefeitos na terça-feira sobre a volta das aulas. (Foto: Edson Ribeiro/ Assomasul)
Reunião de prefeitos na terça-feira sobre a volta das aulas. (Foto: Edson Ribeiro/ Assomasul)


Outras cidades - Mas há quem já tenha voltado, como Chapadão do Sul, que optou por manter o calendário já programado e voltou com as atividades em formato hibrido no dia 8 de fevereiro. Segundo o prefeito João Carlos Krug (PSDB), a decisão de manter a volta já agora foi tomada pensando na saúde mental das crianças.

Na cidade de Sidrolândia, a 70 quilômetros da Capital, a volta no sistema hibrido está prevista para abril. Ontem a prefeitura decidiu adiar o retorno das atividades presenciais e as aulas começam na segunda em sistema remoto.

Em Naviraí, distante 359 quilômetros de Campo Grande, decreto publicado ontem, suspendeu por mais 60dias as aulas presenciais que estavam previstas para voltar na segunda-feira.

Estado anunciou formato de volta ontem durante coletiva. (Foto: Paulo Francis)
Estado anunciou formato de volta ontem durante coletiva. (Foto: Paulo Francis)


Rede estadual - Ontem a Sed (Secretaria Estadual de Educação) informou que a rede estadual de ensino deve voltar com ensino híbrido a partir de abril. As aulas em formato remoto voltam na segunda-feira e os alunos terão 15 dias de acolhimento.

No acolhimento os estudantes serão recebidos nas escolas para conhecer e entender a dinâmica híbrida.  As duas semanas de acolhimento serão com 1/5 dos alunos por dia, por unidade de educação. A ida à semana de acolhida será facultativa, sendo que não haverá problemas se os pais não quiserem mandar os filhos.

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