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Cidades

Covid matou 26 profissionais de saúde, mas 94% estão curados

Boletim epidemiológico da SES ressalta que 3.952 foram infectados com covid-19 e 6% ainda não se recuperou do vírus

Por Guilherme Correia | 17/09/2020 12:50
Profissionais de saúde em ala da Santa Casa de Campo Grande (Foto: Divulgação)
Profissionais de saúde em ala da Santa Casa de Campo Grande (Foto: Divulgação)

Pelo menos 26 profissionais de saúde faleceram de covid-19 em Mato Grosso do Sul desde o início da pandemia. O levantamento leva em consideração dados repassados pelos hospitais do Estado à SES (Secretaria Estadual de Saúde) sobre a profissão das vítimas.

Campo Grande detém maior parte dos óbitos, são 11 registrados até segunda-feira (14), seguido de Dourados, com sete mortes, e de Corumbá, com duas mortes. Os municípios de Douradina, Jardim, Costa Rica, Ladário, São Gabriel do Oeste e Chapadão do Sul registraram, cada um, uma morte em decorrência da doença.

Os dados não incluem somente profissionais que atuavam na "linha de frente", como também alguns que já estavam aposentados.

Ainda conforme os dados, 3.952 profissionais de saúde foram infectados pelo novo coronavírus no Estado. Aproximadamente 6% dessa total ainda não conseguiu se recuperar da doença, mas a maioria está em tratamento domiciliar.

Devido à proporção dos municípios, a Capital também possui maior parte dos casos de infecção, 2.240 foram infectados. Mesmo assim, a taxa de incidência por 100 mil habitantes é de 247,2, a terceira maior dentre todos os municípios - superada apenas por Antônio João (277,2) e Bonito (266), que não registraram morte pela doença.

Dourados, que chegou a ser principal epicentro da doença em Mato Grosso do Sul, confirmou 554 casos de pessoas que confirmaram doença entre profissionais de saúde. Corumbá, um dos atuais epicentros, confirmou 94 casos.

Enfermagem - De acordo com o Coren (Conselho Regional de Enfermagem), a pandemia levou à morte 11 profissionais de enfermagem até ontem (14). O levantamento, que inclui enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem, tem 354 casos confirmados da doença entre a categoria, o que leva a uma taxa de letalidade de 3,47%, quase o dobro da média de Mato Grosso do Sul (1,8%).

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