ACOMPANHE-NOS    
SETEMBRO, SEXTA  18    CAMPO GRANDE 32º

Cidades

Depois da PF, órgãos estaduais investigam origem do fogo em 35 fazendas de MS

Uma das hipóteses para a início dos incêndios é a perda de controle das queimadas autorizadas

Por Anahi Zurutuza | 16/09/2020 11:51
Equipe discutindo as últimas coordenadas da Operação Focus (Foto: Semagro/Divulgação)
Equipe discutindo as últimas coordenadas da Operação Focus (Foto: Semagro/Divulgação)

Depois que a PF (Polícia Federal) deflagrou na segunda-feira (14) a Operação Matáá em busca de quem são os responsáveis pelos incêndios que devastam o Pantanal, órgãos do Governo de Mato Grosso do Sul também saíram em busca da origem do fogo. Equipe com 20 profissionais deixaram a Capital nesta quarta-feira (16) com objetivo de fiscalizar 35 fazendas nas regiões do Nabileque e Nhecolândia.

A Operação Focus conta com fiscais do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), soldados do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar, agentes da Polícia Civil e da Perícia Técnica da Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública).

O objetivo é fazer levantamento da área queimada com base em imagensm de satélites e verificar indícios da origem das chamas, para saber se foram ou não provocadas. Uma das hipóteses para a origem dos incêndios é a perda de controle das queimadas autorizadas.

 “A operação já estava definida desde semana passada, com equipes montadas, estratégia de ação, rotas de vistorias, tudo minuciosamente planejado e documentado para, efetivamente, identificar a origem e os motivos desses incêndios terem saído do controle. Na segunda-feira reunimos as equipes, explicamos o modus operandi e hoje saíram a campo”, afirmou o secretário Jaime Verruck, titular da Semagro (Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), via assessoria de imprensa.

Matáá – Na segunda-feira, a PF já havia divulgado que o dano ambiental apura previamente supera mais de 25 mil hectares do bioma pantaneiro, que corresponde a aproximadamente 25 mil campos de futebol, atingindo áreas de preservação permanentes e os limites do Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense e da Serra do Amolar. A operação cumpriu 10 mandados de busca contra investigados.