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Para garantir distanciamento, jurados deixam “caixa de vidro”

Por Anahi Zurutuza, Marta Ferreira e Tainá Jara | 16/09/2020 06:00
Veja como era e como será plenário do Tribunal do Júri a partir de hoje (Foto: Arquivo Campo Grande News e Direto das Ruas) 
Veja como era e como será plenário do Tribunal do Júri a partir de hoje (Foto: Arquivo Campo Grande News e Direto das Ruas)

Fora da caixa – Em novembro do ano passado, jurados dos casos levados do Tribunal do Júri no Fórum de Campo Grande passaram a acompanhar as sessões em uma área isolada no plenário. A estrutura teve de ser revista para a retomada dos julgamentos agora, depois de seis meses de suspensão.

Distância – Ironia do destino, em tempos que tanto se falou em isolamento para garantir a segurança das pessoas contra o coronavírus, a caixa de vidro, que mantinha o júri isolado no plenário, livre de possíveis contatos com os réus ou advogados, perdeu a serventia. O confinamento na sala deixou de ser saudável.

Regras - O juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Aluízio Pereira dos Santos, publicou no dia 12 as regras para retorno dos julgamentos que serão conduzidos por ele, após parada forçada desde março. O público, limitado apenas a dois familiares do acusado e da vítima, somente terá acesso ao plenário após sorteio dos sete jurados.

Estreia – O primeiro júri, o de Igor Cesar de Lima Oliveira, preso pela morte do motorista de aplicativo Rafael Baron, ocorrida em 13 de maio do ano passado, estava marcado para ontem (15), mas foi adiado. Quem vai presidir é o titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Carlos Alberto Garcete de Almeida.

Desabafo - O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, fugiu do erro comum a quem recém-conhece Mato Grosso do Sul. Ao invés de confundir o Estado com o Mato Grosso, o confundiu com outro vizinho ao falar dos repasses de recursos para ao combate as chamas: Paraná.

Ops – Foi prontamente corrigido pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Aproveitou o equívoco para desabafar: "ah, é porque tem problema no País inteiro".

Sem esbanjar – O ministro ainda tratou com cautela a liberação de R$ 3,8 milhões para o combate aos incêndios no Pantanal. "O recurso na verdade não significa que o governo tenha condições financeiras", afirmou, após a Defesa Civil anunciar recursos irrestritos caso fossem necessários para estas ações.

Comissão – O Senado vai instalar, nessa quarta-feira (16), comissão para acompanhar a situação do Pantanal. Os três senadores de Mato Grosso do Sul, Simone Tebet (MDB), Soraya Thronicke (PSL) e Nelsinho Trad (PSD), integram o colegiado. A instalação está marcada para às 16h (horário de Brasília), via reunião remota.

Futuro – “Vamos buscar alternativas, não só para agora, mas também para o futuro. Mais do que acabar com os incêndios, muitas vezes criminosos, nós precisamos já criar mecanismos e estrutura para que isso não se repita no ano que vem”, disse Simone sobre a mobilização parlamentar.

Alerta – A ONG (Organização Não-Governamental) Ecologia em Ação fez alerta pelas redes sociais para que pessoas comovidas com as queimadas que destroem o Pantanal tomem cuidado com as doações. “Estão sendo feitas solicitações de doações a contas de organizações que não existem. Tenha atenção ao fazer sua doação”, diz a mensagem.

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