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Cidades

DNA de 486 presos reforça ferramenta de investigação em Mato Grosso do Sul

Coletas realizadas em presídios de Campo Grande ampliam ferramenta usada para identificar autores de crimes

Por Viviane Oliveira | 04/06/2026 11:18
DNA de 486 presos reforça ferramenta de investigação em Mato Grosso do Sul
Perito realiza coleta de material genético em interno do sistema prisional para inclusão no banco estadual de DNA (Foto: Maria Ester/Polícia Científica)

Para ampliar a capacidade de identificar suspeitos por meio de material genético coletado em investigações, Mato Grosso do Sul ampliou em 486 registros o banco estadual de perfis genéticos após duas etapas de coleta realizadas no Complexo Penitenciário da Gameleira, em Campo Grande.

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O banco estadual de perfis genéticos de Mato Grosso do Sul foi ampliado com 486 novos registros após coletas no Complexo Penitenciário da Gameleira, em Campo Grande. O estado contabiliza 5.471 perfis cadastrados, com 88 investigações auxiliadas e 59 coincidências genéticas confirmadas. A Lei 15.295/2025 ampliou a obrigatoriedade da coleta para todos os condenados em regime fechado, independentemente do crime.

A segunda etapa da ação ocorreu na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira I, com a coleta de 186 amostras. Em abril, outras 300 amostras já haviam sido recolhidas na unidade Gameleira II.

Após a coleta, o material passa por análise laboratorial e, quando atende aos critérios técnicos e legais, é inserido nos bancos estadual e nacional de perfis genéticos. Os dados são utilizados para comparar vestígios biológicos encontrados em investigações, permitindo identificar suspeitos, estabelecer ligações entre diferentes crimes e auxiliar a produção de provas.

Segundo dados da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos, Mato Grosso do Sul contabilizava 5.471 perfis cadastrados até maio deste ano. Desse total, 4.081 pertencem a pessoas condenadas e 918 são vestígios biológicos coletados durante investigações criminais.

O Estado já registrou 88 investigações auxiliadas pela ferramenta e 59 coincidências genéticas confirmadas. Os resultados incluem casos em que foi possível relacionar vestígios coletados em diferentes locais ou identificar autores de crimes a partir da correspondência entre amostras genéticas.

A ampliação do banco acompanha mudanças na legislação federal. Desde a entrada em vigor da Lei nº 15.295/2025, a coleta de perfil genético passou a abranger condenados à pena de reclusão em regime inicial fechado, independentemente do tipo de crime. Antes, a exigência era restrita a determinadas modalidades criminais previstas em lei.

A expectativa é que novas etapas de coleta sejam realizadas em unidades prisionais do interior do Estado.

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