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Cidades

Do fajuto ao mais elaborado: quem passa trote está na mira das autoridades

Proprietários de linhas telefônicas de onde partirem os trotes poderão ser multados em quase R$ 400

Por Marcos Rivany e Laiane Paixão | 30/09/2020 20:21



Em maioria, são crianças e adolescentes que passam trotes, as conhecidas ligações informando sobre acidentes e crimes inexistentes ao serviços de urgência e emergência aqui do estado. São tantas ligações que números de orelhões já são monitorados por atendentes, por serem os locais mais utilizados para passar os trotes.

Nova lei sancionada esta semana institui o Programa Permanente de Combate aos Trotes Telefônicos, para coibir com punição financeira essa atitude. Ocorrências com ligações falsas terão de ser informadas de forma imediata às autoridades competentes.

Proprietários de linhas telefônicas de onde partirem os trotes poderão ser multados em quase R$ 400. Caso haja reincidência, o valor poderá ser aproximar de R$ 600.

Padrão parecido - Problema antigo, os telefonemas geralmente são as mesmas: vozes infantis, ocorrências sem nexo e dados mentirosos. Para descobrir o que é ligação falsa, basta muitas vezes perguntar a idade, que toda a história vai por água abaixo. A pessoa desliga, relata quem lida com a situação.

Outros trotes são mais ousados, ricos em detalhes. Em casos assim, para atender o cidadão em risco, a equipe se desloca até o local. Quando o acionamento é em razão de trote, acaba sendo um deslocamento inútil, que gasta recursos públicos e pode deixar ocorrências verdadeiras na fila de espera.

Segundo o diretor-geral do Ciops (Centro Integrado de Operações de Segurança), em 2019 foram registrados 6.736 trotes e até agosto deste ano, o número já se aproxima de 3 mil ligações falsas.

Na central de atendimento do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) não é diferente. No ano passado, segundo o coordenador Ricardo Ripassi, foram mais de 17 mil ligações tentando fazer as unidades se deslocarem pela cidade sem nenhuma necessidade ou deixando na mão quem realmente precisa.

“É um fator preocupante pro nosso serviço. Trabalhamos com tempo, com pessoas passando mal. Então esperamos que com essa lei, a gente consiga diminuir o número de trotes”, destaca o coordenador do Samu.

Nova lei sancionada esta semana institui o Programa Permanente de Combate aos Trotes Telefônicos. Ocorrências com ligações falsas terão de ser informadas de forma imediata às autoridades competentes. Proprietários de linhas telefônicas de onde partirem os trotes poderão ser multados em quase R$ 400. Caso haja reincidência, o valor poderá ser aproximar de R$ 600.

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