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Cidades

Em MS, venezuelanos relatam tensão e desespero de familiares após ataque dos EUA

Moradores relatam isolamento, medo e risco de repressão em meio aos bombardeios na Venezuela

Por Geniffer Valeriano | 03/01/2026 08:59
Em MS, venezuelanos relatam tensão e desespero de familiares após ataque dos EUA
Cunhado, irmã, mãe e sobrinha de Gabriela (de óculos) em shopping da Capital (Foto: Arquivo Pessoal)

“Estão desesperados”, afirma Gabriela Isabella Méndez, de 25 anos, que deixou a Venezuela há sete anos. No país de origem da secretária ainda vivem a mãe, irmãos e sobrinhos, que acordaram na madrugada deste sábado (3) com ataques atribuídos ao governo dos Estados Unidos da América.

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Venezuelanos residentes em Mato Grosso do Sul relatam apreensão após ataques atribuídos aos Estados Unidos em território venezuelano na madrugada deste sábado (3). Gabriela Isabella Méndez, que vive no Brasil há sete anos, compartilha a angústia de familiares que permanecem em seu país natal. Os ataques, realizados com drones, atingiram pontos aleatórios em Caracas e outras cidades. Segundo relatos, as ações foram bem articuladas e surpreenderam o governo de Nicolás Maduro. Moradores permanecem em suas casas, com ruas isoladas e clima de incerteza predominando no país.

Gabriela conta que também dormia quando a família entrou em contato para avisar que poderia ficar sem comunicação, já que a capital, Caracas e outras cidades, estavam sob ataque. Segundo ela, as ações ocorreram com o uso de drones e atingiram pontos aleatórios.

As tensões entre os dois países já eram acompanhadas há anos pela família, mas a secretária afirma que ninguém acreditava que o conflito chegaria a esse nível. “A gente nunca acreditou nisso”, comentou.

Para Gabriela, o ataque americano foi bem articulado e pegou o governo venezuelano de surpresa. “Minha irmã disse que eles não chegaram hoje, que passaram a virada por lá. O Maduro fez um comunicado na TV pedindo para os soldados descansarem, isso foi na virada do dia 1º para o 2, e os ataques aconteceram na madrugada do dia 3”, relatou.

A cidade onde a família da jovem mora não está entre as atingidas. Todos estão em segurança e não houve feridos, mas o clima é de incerteza e medo. “Acabei de falar com eles. Meu irmão saiu para ir até o trabalho buscar algumas coisas e disse que está tudo isolado, não tem ninguém na rua. Eles ficam escondidos porque a polícia permanece do lado de fora e querem pegar os jovens para ajudar”, contou.

Até um ano atrás, a irmã, a sobrinha e o cunhado de Gabriela moravam em Campo Grande, onde viveram por oito anos. Em 2024, a irmã decidiu retornar à Venezuela após uma melhora nas condições de vida. O cunhado permaneceu no Brasil, mas estava no país vizinho visitando a esposa e a filha.

“Meu cunhado foi agora em dezembro e me pediu para avisar o patrão dele sobre o que está acontecendo por lá. A gente fica com medo, porque não sabe como o país vai reagir, o que vai acontecer agora. Quando soube do ataque, fiquei arrasada, porque eu nunca quis que eles voltassem para lá”, afirmou.

Espera - Os pai e os irmão de Luís Morales estão na região sul do País, onde a situação aparente é de calma, mas sob forte clima de tensão. "Há veículos militares nas ruas, os oficiais do governo chamando o apoio da população, mas a maioria está em casa para evitar problemas".

Morales mora há cinco anos no Brasil e vive em Campo Grande com a esposa e os filhos.
As notícias chegam a conta gotas, já que o sinal da Internet está instável. "Muito débil", diz Morales. Segundo ele, as saídas estão sendo limitadas para itens de primeira necessidade, com muitos indo aos supermercados para garantir comida para os próximos dias. "Aguardamos com esperança as próximas ações para transição pacífica do governo", diz.

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Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem pelo canal Direto das Ruas.