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Cidades

Funcionário rebate vídeo viral e contesta falta no salão em Campo Grande

José Carlos diz que avisou ausência, relata desvios de função e questiona recesso até 7 de janeiro

Por Inara Silva e Gabi Cenciarelli | 03/01/2026 14:44


RESUMO

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Um funcionário de um salão de beleza em Campo Grande contestou um vídeo viral em que era acusado de faltar ao trabalho sem aviso prévio no dia 31 de dezembro. José Carlos Santos de Almeida afirma ter comunicado antecipadamente sua ausência para passar o Ano Novo no Rio de Janeiro. O colaborador, contratado como auxiliar de serviços gerais, também denunciou desvios de função, alegando realizar atividades não previstas em contrato, como serviços elétricos e jardinagem. A empresária Marisol Almeida, por sua vez, afirma que o pedido de troca de folga foi negado e que o desligamento ocorreu por quebra de confiança.


Após a repercussão de um vídeo nas redes sociais em que uma empresária do ramo da beleza relata a falta de um funcionário no dia 31 de dezembro, o trabalhador citado decidiu se manifestar publicamente para apresentar sua versão dos fatos. José Carlos Santos de Almeida procurou o Campo Grande News nesta sexta-feira (3) para esclarecer o episódio que, segundo ele, atingiu diretamente sua imagem.

José Carlos afirma que não faltou ao trabalho sem aviso prévio, como teria sido sugerido no desabafo publicado na internet. De acordo com ele, a empresa foi informada com antecedência de que não estaria presente no dia 31, após surgir a oportunidade de passar o fim de ano na praia. “Não fui sem avisar e muito menos sem comunicar ninguém”, declarou, reforçando que foi claro sobre sua ausência e os motivos apresentados.

O funcionário relata que passou a virada do ano no Rio de Janeiro (RJ), onde acompanhou pela primeira vez o Réveillon mais famoso do país. Segundo ele, a experiência foi intensa e ficará marcada para sempre em sua vida.

Segundo ele, o entendimento interno era de que o salão estaria em recesso até o dia 7 de janeiro, razão pela qual informou que retornaria às atividades nesta data. José Carlos afirma que essa foi a justificativa para a mensagem em que menciona a volta no dia 7. Ainda conforme o funcionário, a ampla exposição do vídeo nas redes sociais e a proporção que o caso tomou acabaram mudando o cenário, e a empresa suspendeu o recesso.

Desvio de função - Na entrevista, ele também relatou insatisfação com o que classifica como sucessivos desvios de função. Contratado para atuar como serviços gerais, José Carlos afirma que suas atribuições previstas envolviam limpeza do salão, atendimento às clientes, lavagem de louças e toalhas e cuidados básicos com o quintal. No entanto, segundo ele, passou a desempenhar atividades que não constavam em seu contrato de trabalho, como troca de chuveiro, serviços elétricos, corte de grama, jardinagem e manobra diária de veículos, sendo que ele tem registros desses trabalhos não previstos.

“Todas as vezes que a empresa precisou de mim eu estava lá, fazendo até o que não era minha função”, afirmou. Ele destacou ainda que chegou a executar pelo menos quatro tipos de atividades diferentes daquelas para as quais foi contratado.

Funcionário rebate vídeo viral e contesta falta no salão em Campo Grande
José Carlos Santos de Almeida apresenta sua versão (Foto: reprodução)

Exposição da imagem - Mesmo sem ter o nome citado diretamente no vídeo que viralizou, José Carlos diz que pessoas próximas identificaram que ele era o funcionário mencionado, o que, segundo ele, acabou expondo sua imagem de forma negativa. “No mesmo momento identificaram que era eu a pessoa do vídeo, tentando sujar minha imagem de alguma forma”, disse.

O trabalhador informou ainda que continua formalmente vinculado à empresa, já que não assinou nenhum documento de desligamento. Segundo ele, irá ao local de trabalho para devolver os uniformes e entender como ficará sua situação funcional. José Carlos afirmou também que já está buscando seus direitos para que o caso seja resolvido “da melhor forma possível”. Com o desligamento, ele pretende procurar outro emprego, uma vez que tem filho pequeno.

O caso -  A empresária Marisol Almeida afirma que o funcionário decidiu não trabalhar no dia 31 de dezembro após ter o pedido de troca de folga negado. Segundo ela, havia previsão de recesso apenas para parte da equipe administrativa, e, no setor de beleza, o salão poderia abrir para profissionais da beleza que optassem por trabalhar, medida que não se aplicaria aos serviços gerais. Marisol diz que a ausência foi confirmada por mensagem, o que motivou o desligamento por quebra de confiança, e que a repercussão do caso acabou interferindo na concessão do recesso.

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