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Cidades

Empresário de família conhecida na fronteira é alvo de operação da PF

Adel Hassan Haidar está entre os investigados na Ação Ifrit, que mira grupo suspeito de narcotráfico

Por Marta Ferreira de Jesus e Helio de Freitas, de Dourados | 04/11/2026 07:55
Empresário de família conhecida na fronteira é alvo de operação da PF
Policial federal durante cumprimento de mandado em Campo Grande (Foto: Divulgação/PF)

O empresário Adel Hassan Haidar, de Ponta Porã, integrante de uma família conhecida na região de fronteira com o Paraguai, está entre os alvos da Operação Ifrit, deflagrada pela PF (Polícia Federal) e pela Receita Federal na manhã desta quarta-feira (4). A ação investiga uma organização criminosa transnacional suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, comércio internacional de armas e lavagem de dinheiro.

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A Policia Federal e a Receita Federal deflagraram a Operacao Ifrit para desarticular uma organizacao criminosa transnacional suspeita de trafico de drogas, comercio de armas e lavagem de dinheiro. A acao cumpre dezenas de mandados em sete estados, incluindo Mato Grosso do Sul, onde o empresario Adel Hassan Haidar figura entre os alvos. A investigacao aponta ligacoes do grupo com faccoes e agentes de seguranca publica envolvidos em crimes violentos na regiao de fronteira.

A operação ocorre em 7 estados e cumpre 76 mandados de busca e apreensão, 25 de prisão preventiva e um de prisão temporária. A Justiça Federal de Campo Grande autorizou as medidas, que também incluem o monitoramento eletrônico de três investigados e o afastamento de três policiais civis de suas funções.

Adel atua no setor empresarial em Ponta Porã. Conforme registros cadastrais, ele é sócio-administrador da empresa Adel Hassan Haidar Ltda., que utiliza o nome fantasia Residencial Nossa Senhora. A empresa, aberta em maio de 2001, tem como atividade principal o setor de hospedagem, além de atividades cadastradas no comércio de veículos.

Embora o nome do empresário tenha sido confirmado pela reportagem, entre os alvos da operação, ainda não há informações sobre qual participação específica é atribuída a ele, nem sobre a natureza da medida judicial dirigida ao seu nome. A Polícia Federal também não informou se houve prisão do empresário.

Segundo a PF, a investigação identificou indícios da atuação de uma organização criminosa liderada por um núcleo familiar, com ligações com facções criminosas e participação de agentes das forças de segurança. Entre os investigados estão policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul e um policial rodoviário federal.

A polícia também investiga o grupo por envolvimento em crimes violentos, como sequestros, torturas, atentados e homicídios. Conforme a investigação, os integrantes usavam armas, veículos blindados e estruturas de apoio para controlar territórios e intimidar adversários.

Localização - A principal área de atuação da organização ficava na fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, no Paraguai. A polícia identificou ramificações em outros estados e suspeita que o grupo utilizava a região como ponto estratégico para movimentar drogas e armas.

As investigações apontam que os produtos eram adquiridos na Bolívia, no Peru e no Paraguai. Parte abastecia redes de distribuição no território brasileiro, enquanto carregamentos de drogas seguiam por rotas internacionais com destino à Europa, principalmente Espanha e Portugal.

Além de Mato Grosso do Sul, a Operação Ifrit mobiliza equipes em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia. A ação reúne policiais federais e servidores da Receita Federal para cumprir as determinações judiciais e aprofundar a investigação sobre a estrutura financeira e operacional do grupo.