"Escobar brasileiro", ex-major de MS volta a ser julgado na Europa por tráfico
Os acusados estão numa “caixa de vidro”, o que motiva protesto de advogados
Conhecido como “Escobar brasileiro”, o ex-major Sergio Roberto de Carvalho, que atuou na PM (Polícia Militar) de Mato Grosso do Sul, teve o julgamento retomado nesta segunda-feira (dia 7) na Bélgica. O caso voltou ao Poder Judiciário do país europeu em meio à polêmica, inclusive sobre a localização dos presos, que estão numa caixa de vidro.
RESUMO
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Conhecido como "Escobar brasileiro", o ex-major Sergio Roberto de Carvalho, ex-PM de Mato Grosso do Sul, teve o julgamento retomado nesta segunda-feira na Bélgica, com três novos juízes. O caso envolve a importação de 16 toneladas de cocaína pelo porto de Antuérpia. Preso em 2022 na Hungria, ele nega envolvimento. A operação resultou no bloqueio de R$ 400 milhões em bens, incluindo 37 aeronaves e imóveis na Europa.
Conforme o VRT NWS, site de emissora pública, a caixa de vidro em que os acusados precisam ficar se tornou um problema para alguns advogados, que reclamam da dificuldade de comunicação.
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Audiências anteriores aconteceram em uma sala menor, com policiais mascarados e armados sentados próximos aos detentos. O julgamento recomeçou hoje, com três novos juízes, após o Tribunal de Apelação de Gante decidir que os anteriores não podiam permanecer no cargo.
O julgamento gira em torno da importação de toneladas de cocaína para o porto de Antuérpia (Bélgica), sob a cobertura da empresa de purificação de água. São 16 toneladas de cocaína, com um valor que chega a centenas de milhões de euros. Segundo o tribunal, as figuras-chave são Sergio Roberto de Carvalho e Flor Bressers.
Preso em 2022 na Hungria após anos foragido, Carvalho nega participação no esquema. Em junho de 2023, autoridades o extraditaram para a Bélgica sob forte esquema de segurança.
De filho de donos de lanchonete em Campo Grande a apontado como líder de organização criminosa capaz de exportar 45 toneladas de cocaína (equivalente a R$ 2,2 bilhões), Carvalho é comparado ao narcotraficante colombiano Pablo Escobar. A alcunha o desagrada e foi alvo de ação na Justiça de Mato Grosso do Sul contra a imprensa.
Em novembro de 2020, o ex-policial fugiu do cerco da PF (Polícia Federal) na operação Enterprise e chamou a atenção por ter até uma versão “morto-vivo”.
Na ofensiva brasileira contra o tráfico internacional de drogas, foram bloqueados R$ 400 milhões em bens e imóveis dos investigados, incluindo carros de luxo, joias, imóveis e 37 aeronaves (uma delas avaliada em 20 milhões de dólares).
Em Portugal, num imóvel ligado ao ex-major, foram apreendidos 12 milhões de euros em uma van. Na Espanha, a mansão de Carvalho foi avaliada em 2,5 milhões de euros.
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