Homem é preso em operação da PF contra fraude no auxílio emergencial
Computadores, aparelhos celulares, máquina de cartão, cartões de crédito e até carros de luxo foram apreeendidos
Homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso pela Polícia Federal em Campo Grande, durante a Operação Segunda Parcela, deflagrada nesta quinta-feira (10) em Mato Grosso do Sul e em outros 13 estados.
Conforme o balanço divulgado pela PF, 03 Computadores, 10 aparelhos celulares, 2 veículos, máquina de cartão de crédito e diversos cartões bancários foram apreendidos em MS. Os carros são um Land Rover, veículo de luxo, e um VW Jetta.
A investigação contou com a participação de diversos órgãos. Juntos chegaram a “fraudes massivas e atuação de organizações criminosas".
Em Campo Grande foram cumpridos 7 mandados de busca e apreensão.
A PF divulgou imagens do momento em que os agentes encontraram documentos falsos, cartões e um computador usado para fraudar RG, durante ação nesta manhã, na Capital.
A equipe de reportagem conseguiu flagrar quando uma das viaturas chega à sede da Superintendência da Polícia Federal com o preso. Ele irá responder por crimes de falsidade ideológica e uso de documento falso. Segundo a assessoria, “a pessoa presa irá permanecer na custódia da PF até audiência de custódia”.
Uma funcionária de uma instituição bancária de São Paulo foi presa. Ela fazia parte dos esquemas.
Como agiam - Durante coletiva, direto de São Paulo, o chefe da Polícia Fazendária, Alberto Ferreira Neto, explicou como os criminosos agiam. O fraudador, como pessoa física ou jurídica, em nome dela ou de laranjas, se cadastrava em uma das empresas gerenciadoras de pagamento, o que possibilitava a emissão de boletos ou gerar ordens de pagamento, simulando venda comercial.
Ao mesmo tempo, o criminoso criava uma conta de benefício do auxílio emergencial com nome de pessoas que realmente precisavam. Na fase final do crime, o fraudador efetuava pagamento do boleto dele mesmo por meio do aplicativo e assim o dinheiro ia direto para um conta do criminoso.
“O verdadeiro beneficiário não sabe que tem direito ou não procurou a Caixa, são benefícios parados e foram atacados pela obtenção fraudulenta”, explica o delegado.
Segundo a PF, deixaram de sair indevidamente dos cofres públicos, no mínimo, R$ 2,3 bilhões, se considerando apenas o pagamento de uma parcela de R$ 600,00.