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Cidades

Hospital abre sindicância sobre morte de bebê

Luísa morreu na última sexta-feira (19), um dia antes do primeiro aniversário

Por Aletheya Alves | 22/02/2021 17:47
Foto registrou Luísa ainda com boas reações antes de morrer. (Foto: Arquivo pessoal)
Foto registrou Luísa ainda com boas reações antes de morrer. (Foto: Arquivo pessoal)

Após família denunciar negligência e fazer registro policial, o Hospital da Cassems informou que foi aberta sindicância sobre a morte de Luísa Aguillar Steim. Após ser transferida de Coxim para a Capital, a menina morreu um dia antes de completar um ano.

Em nota, o hospital relata que está tomando medidas para apurar o que houve durante a estadia da criança, entre os dias 16 e 19 deste mês. “Embora toda a assistência em saúde tenha sido prestada, seguindo todos os protocolos médicos reconhecidos internacionalmente, a criança, lamentavelmente, veio a falecer ainda na noite de sexta-feira”.

Na manhã de hoje (22), o pai de Luísa, Luiz Gustavo Aguillar Steim, foi até a 3ª Delegacia de Polícia Civil para pedir investigação sobre a morte da filha. De acordo com Luiz, a menina começou a ter sintomas de gripe no primeiro fim de semana de fevereiro, em Coxim.

Inicialmente, ela foi encaminhada ao médico no dia oito deste mês apresentando febre e retornou para casa com receita de antibiótico. Seguindo com os sintomas e não respondendo ao antibiótico, a menina foi internada no Hospital da Cassems em Coxim e teve resultado negativo para covid-19.

Conforme relatado por Luiz, o médico havia apresentado resistência para receitar antibiótico durante a internação, mantendo apenas bromoprida e dipirona. No segundo dia de internação, o pai solicitou transferência da menina para Campo Grande. Já com aplicação do antibiótico por outra médica, o pai relata que viu Luísa acordando melhor na sexta-feira (19).

Luiz relata que enquanto aguardavam realização de novos exames de sangue, uma enfermeira aplicou bromoprida na veia da menina, que começou a passar mal. “Quando faltavam 3ml para aplicar, ela começou a chorar, a gritar e depois a convulsionar, foi aquele desespero”, diz.

Ainda no período da manhã, a família conseguiu transferência da criança até Campo Grande. De acordo com o pai, a menina teve uma parada cardíaca ainda em Coxim e outra já na Capital, não conseguindo sobreviver.

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