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Campo Grande, Segunda-feira, 14 de Outubro de 2019

06/08/2019 11:54

Juiz manda recalcular pena de Giroto com desconto de quase 2 meses

Com o desconto dos três períodos que ficou preso anteriormente, o ex-deputado poderá progredir de regime 10 dias antes do previsto

Anahi Zurutuza
Edson Giroto durante entrevista na Justiça Federal, no dia 17 de junho, quando deixou a prisão para ser ouvido em ação da Lama Asfáltica (Foto: Paulo Francis/Arquivo)Edson Giroto durante entrevista na Justiça Federal, no dia 17 de junho, quando deixou a prisão para ser ouvido em ação da Lama Asfáltica (Foto: Paulo Francis/Arquivo)

O juiz Mário José Esbalqueiro Júnior, da 1ª Vara de Execução Penal de Campo Grande, determinou o recálculo da pena do ex-deputado federal Edson Giroto. Por causa das outras três vezes que foi preso – de 10 de maio a 21 de junho de 2016 e de 7 a 9 de julho do mesmo ano, depois de 8 a 20 de março do ano passado, 58 dias devem ser descontados.

No dia 14 de março deste ano, o ex-deputado foi condenado a 9 anos, 10 meses e 3 dias de reclusão pelo crime de lavagem de dinheiro. Ele foi preso pela quarta vez em 8 de maio do ano passado e desde então está na cela 17 do Centro de Triagem Anízio Lima, no Complexo Penal de Campo Grande, quando por força de decisão do STF (Supremo Tribunal Federal).

Contando os 14 meses – 455 dias – que Giroto está preso, ele terá cumprido 1 sexto da pena em 28 de dezembro, data que poderia sair do regime fechado e passar a cumprir pena no semiaberto. Com o desconto dos três períodos que ficou preso anteriormente, o ex-deputado poderá progredir de regime dez dias antes.

Edson Giroto, que também foi secretário de Estado de Infraestrutura, ainda espera julgamento de recurso no STF (Supremo Tribunal Federal), como última alternativa para ganhar a liberdade.

A condenação a 9 anos de prisão é resultado de uma das ações que ele responde no âmbito da Operação Lama Asfáltica, que investigou esquema de desvio de recursos públicos por meio de obras contratadas pelo Governo de Mato Grosso do Sul na gestão de André Puccinelli (MDB).

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