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Cidades

Julgamento de ex-major de MS pode durar até 4 semanas na Bélgica

Audiências foram retomadas na 2ª feira e “caixa de vidro” virou polêmica

Por Aline dos Santos | 08/09/2026 09:37
Julgamento de ex-major de MS pode durar até 4 semanas na Bélgica
Sergio Carvalho (ao centro) durante julgamento por lavagem de dinheiro em Mato Grosso do Sul. (Foto: Campo Grande News/Arquivo)

Retomado na segunda-feira (dia 7), o julgamento do ex-major Sergio Roberto de Carvalho, que atuou na PM (Polícia Militar) de Mato Grosso do Sul e ficou conhecido como “Escobar brasileiro”, pode durar até quatro semanas na Bélgica, com sessões em todos os dias úteis. O caso de tráfico de cocaína tem 32 réus.

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O julgamento do ex-major Sergio Roberto de Carvalho, conhecido como "Escobar brasileiro", foi retomado na segunda-feira na Bélgica e pode durar até quatro semanas. O caso envolve 32 réus acusados de importar 16 toneladas de cocaína pelo porto de Antuérpia. Preso em 2022 na Hungria e extraditado em 2023, Carvalho nega envolvimento. No Brasil, foram bloqueados R$ 400 milhões em bens dos investigados.

Conforme divulgado pela Justiça da Bélgica, ao divulgar que o julgamento seria retomado em 7 de setembro, a previsão era de duração de ao menos quatro semanas para as audiências. Contudo, a duração efetiva dependerá do tempo real de apresentação de alegações.

Segundo o VRT NWS, site de emissora pública, a caixa de vidro em que os acusados precisam ficar se tornou um problema para alguns advogados, que reclamam da dificuldade de comunicação.

Audiências anteriores aconteceram em uma sala menor, com policiais mascarados e armados sentados próximos aos detentos.  O julgamento recomeçou com três novos juízes, após o Tribunal de Apelação de Gante decidir que os anteriores não podiam permanecer no cargo.

O julgamento gira em torno da importação de toneladas de cocaína para o porto de Antuérpia (Bélgica), sob a cobertura da empresa de purificação de água. São 16 toneladas de cocaína, com um valor que chega a centenas de milhões de euros. Segundo o tribunal, as figuras-chave são Sergio Roberto de Carvalho e Flor Bressers.

Preso em 2022 na Hungria após anos foragido, Carvalho nega participação no esquema. Em junho de 2023, autoridades o extraditaram para a Bélgica sob forte esquema de segurança.

De filho de donos de lanchonete em Campo Grande a apontado como líder de organização criminosa capaz de exportar 45 toneladas de cocaína (equivalente a R$ 2,2 bilhões), Carvalho é comparado ao narcotraficante colombiano Pablo Escobar. A alcunha o desagrada e foi alvo de ação na Justiça de Mato Grosso do Sul contra a imprensa.

Em novembro de 2020, o ex-policial fugiu do cerco da PF (Polícia Federal) na operação Enterprise e chamou a atenção por ter até uma versão “morto-vivo”.

Na ofensiva brasileira contra o tráfico internacional de drogas, foram bloqueados R$ 400 milhões em bens e imóveis dos investigados, incluindo carros de luxo, joias, imóveis e 37 aeronaves (uma delas avaliada em 20 milhões de dólares).

Em Portugal, num imóvel ligado ao ex-major, foram apreendidos 12 milhões de euros em uma van. Na Espanha, a mansão de Carvalho foi avaliada em 2,5 milhões de euros.

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